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MADRID 19 jan. (EUROPA PRESS) - A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira que pretende dissolver o Parlamento japonês na sexta-feira e confirmou que o país irá às urnas no próximo dia 8 de fevereiro, uma eleição com a qual busca reforçar seu mandato e aumentar o apoio na Dieta japonesa.
Assim, indicou durante uma coletiva de imprensa que a campanha eleitoral começará em 27 de janeiro, quatro dias após a dissolução da Câmara, que coincidirá com a retomada da sessão parlamentar, de acordo com informações coletadas pela agência de notícias japonesa Kiodo.
Nesse sentido, ela expressou que espera que sejam os eleitores que “julgam as principais mudanças que estão por vir” e reafirmou que seu objetivo é garantir uma maioria nas próximas eleições. Takaichi se tornou a primeira mulher a ocupar a chefia do governo japonês e a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos. Desde que assumiu o cargo, ela tem enfrentado sérias dificuldades para aprovar os orçamentos. A política ultraconservadora foi nomeada primeira-ministra em outubro e seu gabinete goza de alta popularidade nas pesquisas, apesar do escasso apoio ao seu partido, que governa o Japão quase ininterruptamente há décadas, embora com frequentes mudanças de liderança.
A antecipação das eleições visa consolidar o poder da coalizão, tendo em conta que o PLD e os seus aliados contam agora com uma maioria mínima na Câmara Baixa, sustentada pelo apoio de três legisladores independentes, enquanto continuam em minoria na Câmara Alta. Já estão em cima da mesa várias datas para a realização das eleições, que, ao que tudo indica, poderão ter lugar a 8 ou 15 de fevereiro.
Além disso, Takaichi buscará capitalizar sua popularidade — que gira em torno de 70% — para contar com um apoio reforçado após a derrota de seu partido nas eleições lideradas pelo ex-primeiro-ministro Shigeru Ishiba.
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