Publicado 11/05/2026 11:38

Israel critica a UE pelas sanções "arbitrárias e políticas" impostas a colonos violentos

Archivo - Arquivo - A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, ao lado do ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas no mês de fevereiro passado.
FREDERIC GARRIDO-RAMIREZ - Arquivo

Considera “indignante” que se faça uma “comparação entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas”

MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades de Israel rejeitaram nesta segunda-feira a medida tomada pela União Europeia de sancionar colonos violentos, afirmando que ela age de forma “arbitrária e política” e que equipara os cidadãos israelenses aos “terroristas” do Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas.

“Israel rejeita veementemente a decisão de impor sanções a cidadãos e organizações israelenses. A União Europeia optou, de forma arbitrária e política, por impor sanções a cidadãos e entidades israelenses devido às suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento”, criticou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em uma mensagem nas redes sociais poucos minutos depois de os 27 membros da UE terem dado luz verde às sanções contra colonos israelenses pela violência exercida a partir de seus assentamentos na Cisjordânia.

Segundo o ministro israelense, é “indignante” que se faça uma “comparação entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas”. "Trata-se de uma equivalência moral completamente distorcida", denunciou.

Dessa forma, Saar reiterou que o Estado de Israel "continuará defendendo" o direito dos judeus de se estabelecerem no coração de sua "pátria". “Nenhum outro povo no mundo tem um direito tão documentado e duradouro sobre sua terra quanto o que o povo judeu tem sobre a Terra de Israel”, sublinhou, insistindo no “direito moral e histórico” que, em sua opinião, também é reconhecido pelo direito internacional.

“Nenhum ator pode tirar isso do povo judeu. A tentativa de impor opiniões políticas por meio de sanções é inaceitável e não terá sucesso”, afirmou.

Nesta segunda-feira, os 27 deram o passo de aprovar sanções contra colonos responsáveis por atos de violência contra palestinos, em uma manobra celebrada pela própria Alta Representante para a Política Externa, Kaja Kallas, que afirmou que “já era hora de passar do impasse à ação” porque “os extremismos e a violência têm consequências”, em alusão aos despejos, demolições, confiscações e transferências forçadas de palestinos da Cisjordânia por parte dos colonos israelenses.

O acordo, que agora deve ser concretizado no plano jurídico, foi fechado após se alcançar a unanimidade de todos os Estados-membros no Conselho de Relações Externas (CRE) realizado nesta segunda-feira em Bruxelas, uma decisão que a própria Kallas havia solicitado horas antes, depois que na última reunião de ministros não se chegou a nenhum acordo para sancionar Israel por sua ofensiva contra a Palestina e o Líbano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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