Publicado 22/06/2026 11:16

AMP. – Israel avisa que não se retirará do Líbano e denuncia a “ocupação indireta” iraniana por meio do Hezbollah

Netanyahu reitera que as tropas israelenses têm “total liberdade de ação para neutralizar ameaças” no país vizinho

20 de junho de 2026, Distrito de Nabatieh, Sul do Líbano, Líbano: Os ataques aéreos israelenses continuam em todo o sul do Líbano desde a meia-noite, com bombardeios intensos tendo como alvo a cidade de Nabatieh e suas áreas vizinhas. As imagens mostram e
Europa Press/Contacto/Abdul Kader Al Bay

MADRID, 22 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades de Israel alertaram nesta segunda-feira que não se retirarão militarmente do Líbano, alegando a segurança do norte de Israel e após denunciarem a “ocupação indireta” iraniana por meio do partido-milícia xiita Hezbollah.

“Israel respeitará o cessar-fogo no Líbano, desde que não seja violado pelo Hezbollah. Não temos ambições territoriais no Líbano, mas não nos retiraremos da zona de segurança nem exporemos nossos cidadãos aos ataques do Hezbollah ou a uma possível invasão”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, após uma ligação com seu homólogo da Nova Zelândia, Winston Peters, centrada na situação no Oriente Médio.

Enquanto a situação no Líbano ameaça inviabilizar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã para um acordo definitivo que ponha fim ao conflito, Israel ressaltou que a soberania do Líbano “tem sido violada há décadas e continua sendo violada até hoje”, alegando a “ocupação indireta por parte do Irã por meio do Hezbollah”.

“Tanto para o Líbano quanto para Israel, é do interesse que o Estado terrorista do Hezbollah seja desmantelado”, ressaltou Saar, insistindo que Israel continuará com as operações militares em solo libanês contra a milícia xiita.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou nesse sentido por meio de um comunicado no qual reafirmou que sua ordem e a do ministro da Defesa, Israel Katz, ao Exército israelense “é clara e não mudou”.

“Nossos combatentes no sul do Líbano têm total liberdade de ação para neutralizar qualquer ameaça, direta ou em desenvolvimento, contra eles ou contra os residentes do norte. As Forças de Defesa de Israel (FDI) não têm restrições a esse respeito”, defendeu.

Assim, o chefe do Executivo israelense manifestou seu “apoio” e o de “toda a nação” às tropas do país. “Minha posição é firme: permaneceremos na zona de segurança do sul do Líbano pelo tempo que for necessário para proteger os moradores do norte e todos os cidadãos do país”, reiterou.

Justamente os ataques militares e a invasão contínua do sul do Líbano por parte de Israel se tornaram um dos principais obstáculos nas negociações entre Washington e Teerã. O Irã reiterou nesta segunda-feira que a cessação dos ataques no Líbano condiciona os próximos passos a serem dados nas negociações, insistindo que a base das conversas é o “compromisso em troca de compromisso”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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