MADRID, 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento de Israel aprovou o orçamento do Estado para 2026 em sua última votação, com 62 votos a favor e 55 contra, evitando a queda do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a convocação de eleições antecipadas.
O maior orçamento da história de Israel totaliza 850,6 bilhões de shekels (235,34 bilhões de euros) e foi defendido pelo ministro das Finanças, o ultradireitista Bezalel Smotrich, que definiu o projeto como “um orçamento que zela pelo bem-estar de todos e combate o custo de vida”.
“Estamos aprovando este orçamento sob um governo que cumprirá seu mandato integral e completará sua missão nas áreas de segurança, economia e reforma do sistema judicial. Quem votar contra está votando contra a segurança de Israel, contra a redução de impostos para os trabalhadores israelenses e contra a tributação dos bancos”, afirmou.
Por outro lado, o líder da oposição, Yair Lapid, criticou a medida e a classificou como “o maior roubo da história do Estado”, segundo o jornal ‘The Times of Israel’. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett lamentou a medida: “O governo da gula e da evasão cometeu um roubo”.
O texto aprovado inclui também um montante recorde de recursos para o Ministério da Defesa, que receberá mais de 142 bilhões de shekels (39 bilhões de euros), um aumento de 20%, além de 22 bilhões (6,087 bilhões de euros) em despesas dependentes da receita e 82,2 bilhões (22,387 bilhões de euros) para compromissos de gastos de longo prazo.
A votação ocorreu após mais de 14 horas de obstrução parlamentar por parte da oposição e múltiplas interrupções provocadas pelas sirenes que alertavam sobre o lançamento de mísseis balísticos iranianos, o que obrigou a suspender a sessão repetidamente.
Pesquisas de opinião indicam que, embora a população apoie majoritariamente a guerra, o governo de Netanyahu e os membros da coalizão estariam perdendo apoio.
Um dos pontos mais controversos inclui a verba orçamentária destinada a instituições ortodoxas — cerca de 800 milhões de shekels (cerca de 221 milhões de euros). Com esse montante, o governo busca fornecer fundos à comunidade haredi após o bloqueio da procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, devido à recusa desses membros em serem recrutados.
VERBA DE 41 MILHÕES PARA A COMPRA DE ARTILHARIA
Além disso, o pacote inclui 150 milhões de shekels (cerca de 41 milhões de euros) para a compra de munição e milhares de projéteis de artilharia, à medida que avançam as ofensivas no Líbano e no Irã. Essa compra responde a um acordo firmado com a empresa israelense Elbit Systems.
O material em questão inclui projéteis de 155 milímetros produzidos pela referida empresa, o que dará trabalho a milhares de trabalhadores, conforme destaca o documento divulgado pelo gabinete de Netanyahu, que busca “depender menos” de empresas estrangeiras.
“Isso se insere na estratégia liderada pelo ministro Israel Katz e pelo general Amir Baram para reduzir a dependência de fontes externas de munição e ampliar a produção básica de defesa nacional”, explicou.
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