MINISTERIO DE DEFENSA DE ISRAEL/ARIEL HERMONI
MADRID, 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo de Israel anunciou nesta quinta-feira a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, a quem acusa de estar por trás das medidas militares para bloquear o tráfego naval no estreito de Ormuz como parte da resposta de Teerã à ofensiva israelo-americana, lançada em 28 de fevereiro em meio a um processo de negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
“As Forças de Defesa de Israel (FDI) eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária em uma operação precisa e mortal”, afirmou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que acrescentou que no ataque também morreram “vários oficiais” da organização, sem especificar suas identidades.
Assim, ele destacou que Tangsiri “era diretamente responsável pelos atos terroristas de bombardeio e bloqueio do estreito de Ormuz”, ao mesmo tempo em que observou que isso “é uma mensagem clara a todos os altos cargos da organização terrorista iraniana”, entre eles os da Guarda Revolucionária, “que atualmente controla o Irã”.
“As FDI continuarão eliminando-os um por um”, ameaçou Katz, ao mesmo tempo em que precisou que a morte de Tangsiri representa “uma notícia importante” para os Estados Unidos e “uma demonstração da ajuda das FDI na hora de abrir o estreito de Ormuz”. “Continuamos operando no Irã com todo o nosso poderio para alcançar os objetivos da guerra”, acrescentou.
Posteriormente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aplaudiu o assassinato de Tangsiri e ressaltou que “esse homem tem muito sangue nas mãos e, além disso, foi quem liderou o fechamento do Estreito de Ormuz”.
“Continuamos atacando vigorosamente os alvos do regime terrorista iraniano”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais, onde enfatizou que o ataque contra Tangsiri “é mais um exemplo da cooperação entre nós e nosso amigo, os Estados Unidos, com o objetivo comum de alcançar os objetivos da guerra”.
A morte de Tangsiri, nascido em 1964 e comandante da Marinha da Guarda Revolucionária desde 2018, ainda não foi confirmada pelas autoridades do Irã. O homem estava sob sanções dos Estados Unidos desde junho de 2019, quando foi designado por Washington como “um terrorista”.
As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número para mais de 3.000 mortos.
Entre os mortos figuram figuras de destaque como o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respectivamente, bem como altos cargos das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança.
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