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MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf, negou nesta segunda-feira que haja qualquer negociação com os Estados Unidos e atribuiu o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a iminência de um acordo com Teerã a uma tentativa de manipular o preço do petróleo.
"Não houve nenhuma negociação com os Estados Unidos. Eles utilizam notícias falsas para manipular os mercados financeiros e do petróleo e, assim, sair do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel estão presos", afirmou em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Qalibaf afirmou que “o povo iraniano exige um castigo completo e com arrependimento dos agressores”. “Todas as autoridades iranianas apoiam firmemente seu líder supremo e o povo até que seus objetivos sejam alcançados”, acrescentou.
Na mesma linha, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baqaei, ressaltou que não houve nenhuma negociação com Washington, apesar de “nos últimos dias terem sido recebidas mensagens de alguns países amigos nas quais os Estados Unidos pedem para negociar a fim de pôr fim à guerra”.
“Respondemos de forma adequada (...) e com as advertências necessárias sobre as graves consequências que qualquer ataque contra a infraestrutura vital do Irã teria”, explicou. Em particular, Teerã advertiu que “qualquer ação contra a infraestrutura energética do Irã terá uma resposta decidida, imediata e eficaz das Forças Armadas iranianas”.
Baqaei insistiu que não houve nenhuma negociação com os Estados Unidos nos últimos 24 dias — desde o início da campanha de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã — e destacou que “a posição da República Islâmica do Irã sobre o Estreito de Ormuz e as condições para o fim da guerra imposta não mudaram”.
ADIAMENTO DO ULTIMATO DE TRUMP
As autoridades iranianas respondem assim às declarações de Trump à imprensa, nas quais ele afirmou que seu governo manteve “conversas muito sólidas” com o Irã neste domingo e que elas continuarão nesta segunda-feira, após indicar que há um consenso “importante” sobre os pontos para um eventual acordo com Teerã que ponha fim à guerra.
“Tivemos conversas muito, muito sólidas. Vamos ver aonde elas nos levam. Temos pontos de acordo importantes. Eu diria que quase todos os pontos estão acordados”, afirmou o presidente dos Estados Unidos em declarações à imprensa antes de viajar para um evento no Tennessee.
“Eu não liguei. Eles ligaram. Eles querem chegar a um acordo. E nós estamos muito dispostos a fazê-lo”, indicou, reiterando que qualquer acordo deve ser “bom” e implicar que “não haja mais guerras, nem mais armas nucleares”. “Eles não terão mais armas nucleares. Estão de acordo com isso”, indicou, ressaltando que qualquer acordo deve conter esse ponto.
Nesta mesma segunda-feira, Trump anunciou o adiamento por cinco dias do ultimato ao Irã, que terminava na segunda-feira e pelo qual exigia que Teerã permitisse a livre passagem pelo Estreito de Ormuz ou, caso contrário, atacaria suas usinas de energia.
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