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MADRID, 5 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã anunciaram nesta sexta-feira que suas forças navais dispararam tiros de advertência contra dois contratorpedeiros americanos que navegavam em águas próximas à costa de Omã, obrigando-os a se retirar da zona e seguir em direção ao Oceano Índico, em meio à frágil trégua em vigor com os Estados Unidos.
O escritório de Relações Públicas do Exército iraniano explicou nesta sexta-feira que a operação foi realizada em resposta ao “assédio marítimo” por parte de embarcações americanas e à “apreensão de navios mercantes e petroleiros iranianos”.
Especificamente, as forças navais iranianas realizaram disparos de advertência utilizando mísseis Qadir e drones Shahed contra os contratorpedeiros DDG-103 e DDG-87, conforme indicado em um comunicado do departamento, divulgado pela rede de televisão pública iraniana, IRIB.
Em seguida, ambas as embarcações abandonaram o Mar de Omã e seguiram em direção ao Oceano Índico. Essa operação, juntamente com outras ações semelhantes nos últimos dias, também obrigou outros navios norte-americanos a abandonar a zona, incluindo contratorpedeiros que operavam como parte do grupo de ataque do porta-aviões “USS George H.W. Bush” e do navio de assalto anfíbio Tripoli.
“Apesar do aumento da distância entre os navios inimigos e do alcance dos mísseis utilizados, se for necessário, serão utilizados mísseis de maior alcance”, indicou, instando Washington a “detener” esses atos de “pirataria” e “atividades hostis”.
Pouco depois, o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM) indicou em uma mensagem divulgada nas redes sociais que “é falso” que o Irã tenha disparado tiros de advertência contra navios de guerra americanos no Golfo de Omã, obrigando-os a “retirar-se” para o Oceano Índico.
“As forças iranianas não atacaram nem dispararam contra navios de guerra da Marinha dos EUA. Fazer isso seria uma grave violação do cessar-fogo. As forças dos EUA continuam operando livremente em águas regionais enquanto cumprem integralmente o bloqueio em vigor contra o Irã", afirmou, sem dar mais detalhes a respeito.
Paralelamente, o Comando do Indo-Pacífico dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira que as forças americanas “realizaram uma interdição marítima e uma abordagem” de um navio “sem nacionalidade” sancionado por Washington, identificado como ‘Mt Davina’, que navegava pelo Oceano Índico.
"As águas internacionais não podem ser utilizadas como escudo por atores sancionados. O Departamento de Guerra (Departamento de Defesa dos EUA) continuará negando aos atores ilícitos e seus navios a liberdade de manobrar no âmbito marítimo", precisou.
A tensão no estreito de Ormuz continua latente, apesar da trégua indefinida em vigor. Embora o governo dos EUA tenha confirmado na última quinta-feira um acordo preliminar com o Irã para prorrogar a trégua por mais dois meses e garantir a passagem pela zona, Washington continua impondo sanções contra navios e entidades por suas ligações com o comércio de petróleo iraniano, numa tentativa de manter a pressão sobre Teerã.
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