Europa Press/Contacto/President of Russia Office
MADRID, 25 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano denunciou que um marinheiro morreu neste sábado e outro ficou ferido em consequência de um ataque ucraniano contra um de seus navios mercantes no Mar Cáspio, o que Teerã condenou como um “exemplo de ato de agressão que pode agravar” a guerra que a República Islâmica trava contra os Estados Unidos e Israel.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, comentou brevemente neste sábado os ataques no Mar Cáspio que atingiram, segundo o mandatário, um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para transportar carga militar ligada ao Irã.
Para o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a declaração de Zelenski representa a admissão tácita de um ataque que “demonstra a persistência da atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irã”.
“O regime ucraniano, ao atacar um navio mercante iraniano, não apenas cometeu uma violação do direito internacional, mas também busca, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança”, denunciou o Ministério.
“Todas as partes preocupadas com a paz e a segurança na Europa Oriental e nas regiões vizinhas devem adotar uma postura responsável contra essa ação perigosa do regime ucraniano e exigir que ele assuma a responsabilidade por esse ato criminoso e provocador”, acrescenta o Ministério iraniano.
Teerã adverte ainda que não hesitará “em defender seus interesses nacionais e sua segurança, de acordo com os princípios e normas fundamentais do direito internacional, especialmente o princípio da legítima defesa”, antes de apontar diretamente Zelenski como o principal responsável pelo ocorrido.
“Obviamente, a responsabilidade pelas consequências do aventurismo do chefe do regime ucraniano recairá sobre esse regime e seus partidários e instigadores”, concluiu o comunicado, que marca o início da resposta diplomática iraniana.
Pouco depois, o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Abbas Araqchi, entrou em contato com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, a quem solicitou uma “resposta contundente” diante do ocorrido e recomendou a adoção de “iniciativas diplomáticas para gerenciar as tensões” decorrentes da guerra no Irã, de modo que não se estendam a outros conflitos.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano, ao mesmo tempo, convocou o encarregado de negócios da Ucrânia em Teerã, “a quem foi transmitido o enérgico protesto do Irã contra essa ação hostil e criminosa”.
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