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MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas confirmaram que viajarão esta semana para Doha, mas desmentiram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a capital do Catar sediará nesta terça-feira um encontro entre delegações dos dois países.
“Nos próximos dias, não realizaremos nenhuma reunião de negociação, em nenhum nível, com a parte norte-americana, e o fato de os representantes dos Estados Unidos viajarem para o Catar não tem nada a ver com a visita da delegação iraniana, que está sendo realizada para acompanhar a aplicação das disposições do memorando de entendimento, incluindo o parágrafo 11”, esclareceu em coletiva de imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, referindo-se ao ponto sobre a liberação dos fundos congelados.
O porta-voz diplomático ressaltou que Teerã e Washington “ainda não se encontram na fase de negociação para um acordo final”, o que, lembrou ele, “está condicionado ao início da implementação dos pontos 1, 4, 5, 10 e 11”.
Além do já mencionado, esses pontos referem-se à cessação dos ataques — inclusive no Líbano —, ao levantamento do bloqueio aos portos iranianos, à segurança do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e à retirada das sanções por parte do Tesouro.
“A prioridade atual da República Islâmica do Irã é garantir a implementação das disposições do Memorando de Entendimento e, nesse sentido, estamos defendendo com firmeza nossas reivindicações. Nesse contexto, uma delegação de especialistas da República Islâmica do Irã será enviada a Doha nesta semana”, declarou Baqaei.
Suas palavras foram proferidas horas depois de o presidente dos Estados Unidos ter afirmado em suas redes sociais que “o Irã solicitou uma reunião” e que esta “ocorrerá amanhã em Doha”.
Em seguida, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em declarações concedidas à emissora de televisão norte-americana Fox News que o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente, viajarão para Doha para “reuniões de alto nível” com o Irã, em paralelo às quais haverá “conversas técnicas”.
“No que nos diz respeito, estamos cumprindo nossa parte do cessar-fogo”, disse ela, antes de alertar que “a violência será respondida com violência”, em referência à troca de ataques dos últimos dias. “Isso continuará acontecendo, embora esperemos que não aconteça”, afirmou.
Nesse sentido, ele destacou que Trump “quer que o processo de paz seja bem-sucedido” e recomendou ao Irã que “assine um bom acordo com os Estados Unidos”. “O presidente demonstrou que não tem medo de usar o poderio do nosso Exército”, destacou Leavitt, que enfatizou que Washington “sai ganhando de qualquer maneira”, seja na mesa de negociações ou pela via militar.
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