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MADRID 4 fev. (EUROPA PRESS) - O Irã confirmou que se reunirá nesta sexta-feira com uma delegação americana em Omã para iniciar negociações centradas na questão nuclear, em meio às tensões em toda a região devido às contínuas ameaças do presidente americano, Donald Trump, de lançar um ataque militar contra o território iraniano.
“Está previsto que as conversações nucleares com os Estados Unidos se realizem em Mascate por volta das 10 horas da manhã de sexta-feira”, confirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, em uma breve mensagem publicada nas redes sociais.
O ministro das Relações Exteriores iraniano agradeceu aos seus homólogos de Omã “por terem feito todos os preparativos necessários” para realizar as negociações, embora não tenha detalhado quem estará presente nesta nova rodada.
Fontes iranianas indicaram anteriormente que está previsto que a delegação americana seja liderada pelo enviado especial americano, Steve Witkoff, enquanto que, por parte de Teerã, estará à frente o próprio ministro das Relações Exteriores.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira que, para que as conversações entre Washington e Teerã sejam “significativas”, devem ser abordados pontos-chave, como o programa de mísseis balísticos iranianos, o seu apoio a organizações terroristas na região ou o tratamento dado à sua própria população no contexto dos protestos no país.
Na terça-feira, o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, deu instruções para negociar com os Estados Unidos, desde que as conversas ocorram em “um contexto propício” e “livre de ameaças e expectativas irracionais”.
Nas últimas semanas, as ameaças de Trump contra Teerã se intensificaram, com ameaças de um ataque militar e insistência nas exigências para que Teerã abandone totalmente seu programa nuclear e balístico, em meio ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos para a região.
No âmbito desse destacamento militar, a Marinha dos Estados Unidos derrubou um drone iraniano que se aproximou de um porta-aviões americano de forma “agressiva” nas águas do Mar Arábico, em meio às tensões entre Washington e Teerã.
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