Europa Press/Contacto/Iranian Supreme Leader'S Off
MADRID, 8 ago. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã insistiu neste sábado que só reabrirá o Estreito de Ormuz quando constatar o fim das operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e seus aliados no Líbano, na Palestina, no Iêmen e no Iraque, o levantamento das sanções à economia iraniana e o pagamento de indenizações por danos de guerra.
“Enquanto os Estados Unidos não corrigirem seu comportamento, o Estreito de Ormuz não será reaberto”, alertou em um comunicado o secretário e porta-voz principal do Conselho, Mohammad Baqir Zolqadr.
O Conselho, órgão máximo de segurança do governo iraniano liderado pelo presidente Masud Pezeshkian, apoiado pelo presidente do Parlamento (e principal negociador iraniano) Mohamed Baqer Qalifab e pelo chefe do Poder Judiciário, Golamhosein Mohseni Ejei, exige igualmente o levantamento imediato do bloqueio ao redor de Ormuz imposto pelos Estados Unidos
“Essas são as reivindicações do povo iraniano, que se manifestou incansavelmente em praças e ruas durante 160 dias. O Conselho Supremo de Segurança Nacional jamais cederá, nem na guerra nem nas negociações”, conclui o comunicado, que segue uma mensagem com termos aproximadamente idênticos, publicada pela Guarda Revolucionária.
“Quando a parte norte-americana aceitar as condições da República Islâmica do Irã e abandonar sua abordagem intervencionista, sem dúvida haverá condições para a reabertura do Estreito de Ormuz”, afirmou o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hosein Mohabi, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
Da mesma forma, Mohabi advertiu Washington para que se abstenha de interferir nessas conversações que o Irã está mantendo não apenas com Omã, mas também diante da perspectiva de realizar outros encontros na região. Há alguns dias, o porta-voz iraniano das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, já havia informado sobre um acordo preliminar com Omã para administrar em conjunto uma nova rota marítima pelo estreito.
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