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MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, anunciou nesta sexta-feira que as autoridades da República Islâmica decidiram reabrir “totalmente” o estreito de Ormuz à navegação comercial enquanto durar o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos.
“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo Estreito de Ormuz durante o restante período do cessar-fogo”, afirmou o ministro das Relações Exteriores em uma mensagem nas redes sociais, na qual indicou que os navios seguirão a rota “coordenada e já anunciada” com a Organização Portuária e Marítima do Irã.
Em sua primeira reação ao anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a reabertura da passagem, “pronta para o tráfego total”, conforme reza sua mensagem nas redes sociais, no levantamento provisório de um bloqueio que permaneceu em vigor por aproximadamente um mês inteiro.
Vale lembrar que o Irã vinculava o levantamento de suas restrições à navegação no estreito à declaração de um cessar-fogo no Líbano, para que Israel cessasse seus ataques no âmbito da ofensiva que havia desencadeado contra as milícias xiitas do Hezbollah.
Para complicar ainda mais a situação, e visto que o Irã estava abrindo a passagem para navios de países com os quais havia assinado acordos de pedágio, o presidente dos Estados Unidos impôs no último fim de semana um bloqueio perimetral que deixou a zona completamente fechada à navegação.
De fato, pouco antes de Araqchi declarar a reabertura do estreito, o Comando Central do Exército dos EUA informou que 19 navios comerciais tiveram que dar meia-volta desde o fim de semana por ordem dos navios norte-americanos que vigiam o perímetro do estreito. “Nenhum navio conseguiu escapar das forças americanas”, afirmou o CENTCOM.
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