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MADRI, 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento do Irã e chefe da equipe de negociação iraniana nas conversas com os Estados Unidos, Mohamed Baqer Qalibaf, afirmou nesta quinta-feira que o Irã já enfrenta uma “guerra econômica total”, mas enfatizou que “o inimigo também será derrotado neste campo”.
“Veremos o governo, após depositar sua confiança no poder do povo e do setor privado, bem como em todos os elementos do ‘establishment’, derrotar o inimigo também neste campo”, afirmou em declarações divulgadas pela agência de notícias Mehr. “Graças a Deus, em breve testemunharemos o descrédito das operações psicológicas do inimigo nessa área”, sustentou.
Nesse sentido, ele destacou que “em um momento em que a guerra gerou consequências diretas sobre a economia do país, o inimigo mobilizou todas as suas capacidades para exercer maior pressão sobre o povo iraniano”. Diante disso, afirmou ele, “as autoridades implementaram medidas eficazes para governar e lidar com suas fragilidades”, conforme destacou.
“Nessas circunstâncias, atender às recomendações enfáticas do líder supremo em matéria de unidade, coesão nacional e confiança (...) é o apoio mais importante para que os funcionários do país superem os desafios e melhorem a posição da República Islâmica do Irã”, afirmou.
Além disso, ele defendeu que, “diante de circunstâncias trascendentais, o governo deve preservar os valores do país, priorizar o sustento da população, seu poder aquisitivo, o emprego juvenil e a segurança econômica, além de aliviar o fardo que pesa sobre os ombros do povo”.
A ECONOMIA IRANIANA ESTÁ “EM QUEDA LIVRE”
Por outro lado, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em declarações à emissora Fox News que Teerã já está sentindo as sanções “devastadoras” anunciadas pelos Estados Unidos. “A economia deles, como já sabemos, está em queda livre. Eles se encontram em uma situação devastadora”, afirmou ela, reiterando que a inflação no país é superior a 100% e que o regime não consegue pagar os salários de policiais e militares.
Leavitt destacou que isso ocorre após a operação militar que “teve enorme sucesso em enfraquecer militarmente o regime iraniano”.
A ainda porta-voz da Casa Branca, que deixará o cargo nesta sexta-feira, declarou que, neste momento, “não há negociações” com a República Islâmica. “E isso continuará até que o presidente considere que talvez eles estejam dispostos a sentar-se à mesa para negociar de forma significativa. Ainda não vimos isso, mas, é claro, essa decisão cabe ao presidente”, disse ela, ressaltando que Trump “mantém todas as opções em aberto”.
Essa troca de farpas ocorre dias depois de os Estados Unidos declararem sua “guerra econômica” contra o país da Ásia Central, uma medida adotada após o término do prazo de 60 dias que Washington e Teerã se deram para chegar a um acordo global para o fim do conflito desencadeado após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel lançada em 28 de fevereiro.
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