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MADRID 3 maio (EUROPA PRESS) -
O exército israelense anunciou nas primeiras horas da manhã de sábado um novo ataque aéreo contra a infraestrutura militar na Síria e garantiu que continuará agindo na medida em que considerar necessário para a defesa de Israel.
"As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram recentemente uma instalação militar, armas antiaéreas e infraestrutura de mísseis terra-ar na Síria com caças", disse a IDF em um post em sua conta na rede social X, no qual afirmou que "continuará agindo na medida do necessário para proteger os cidadãos do Estado de Israel".
Enquanto isso, a agência de notícias síria SANA informou que jatos do exército israelense realizaram uma série de ataques aéreos em vários pontos nas áreas rurais das cidades de Daraa e Hama na noite de sexta-feira, no que foi descrito como a mais intensa onda de ataques desde o início do ano.
Além disso, "fortes explosões" foram ouvidas durante toda a noite em Damasco, coincidindo com "voos intensos" de aeronaves israelenses sobre a região, segundo a mesma mídia.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos elevou o número de ataques à capital para mais de 20, embora tenha assegurado que esses ataques não causaram vítimas humanas, embora tenham causado danos materiais.
Entre os alvos atingidos estavam quartéis de treinamento em Hama e nas colinas do norte de Hamra, assim como alguns tanques em Izraa e mísseis em Daraa, entre outros materiais, segundo informações da organização com sede em Londres e de informantes no país.
Esse anúncio ocorre depois que o governo sírio denunciou na sexta-feira a morte de quatro civis vítimas de "um ataque israelense" na região de Sueida, no sul do país. Poucas horas antes, as autoridades israelenses haviam relatado um bombardeio perto do palácio presidencial em Damasco, diante da escalada da violência sectária.
O governo israelense apresentou essa agressão como uma resposta aos confrontos dos últimos dias entre a minoria drusa e os combatentes pró-governo sírios, que já causaram cerca de 75 mortes, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
Após o ataque em Damasco, a presidência síria emitiu uma declaração condenando o que considera "uma escalada perigosa". A esse respeito, o gabinete de Ahmed al Shara acusou Israel de agir contra a estabilidade e a soberania da Síria e instou todas as partes a se engajarem no diálogo para acabar com a violência.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, se manifestou a esse respeito, condenando os últimos ataques das FDI na Síria como "uma violação da soberania" em meio à escalada da violência sectária entre a comunidade drusa e as milícias simpáticas às atuais autoridades sírias.
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