Europa Press/Contacto/Marwan Naamani - Arquivo
MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) - O partido-milícia xiita libanês Hezbollah reivindicou nesta terça-feira a autoria de um ataque com drones contra duas bases militares de Israel, em resposta aos ataques do Exército deste país contra dezenas de municípios do Líbano, incluindo sua capital, Beirute.
O grupo indicou que atacou com vários drones a base de Nafah, localizada nos Altos do Golã sírios — um território ocupado militarmente por Israel desde 1967 —, depois de reivindicar um ataque do mesmo tipo contra a base aérea de Ramat David, situada a sudeste da localidade israelense de Haifa.
O Hezbollah precisou, neste caso, que atingiu “os radares e salas de controle” daquela que é uma das três principais bases da Força Aérea israelense, em uma nota divulgada pela rede de televisão Al Manar, justificando uma “resposta à agressão criminosa israelense que afetou dezenas de cidades e vilarejos libaneses, incluindo os subúrbios do sul de Beirute”.
O Exército israelense realizou uma onda de ataques contra o país vizinho pelo segundo dia consecutivo, após emitir ordens de evacuação aos seus residentes, em particular no bairro de Haret Hreik, onde bombardeou a sede da Al Manar, e nas últimas horas, no bairro de Hadath, ambos localizados no sul da capital libanesa.
O porta-voz em árabe das Forças de Defesa de Israel (FDI), Avichai Adrai, alegou que os habitantes “estão perto de instalações e alvos pertencentes ao Hezbollah, que as FDI atacarão com força em breve” e estendeu essa advertência a mais de 50 localidades no leste e sul do país, incluindo Jiam, Marjayún, Bint Jbeil, Nabatiyé e Sidon.
O grupo xiita defendeu nesta terça-feira seu ataque do dia anterior contra o território israelense como um “ato defensivo e direito legítimo” após mais de um ano de violações do cessar-fogo por parte das FDI, embora antes tenha alegado a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Alí Jamenei, na campanha de bombardeios dos Estados Unidos e Israel no último sábado.
Mais de 50 pessoas morreram e outras 154 ficaram feridas como resultado da “campanha ofensiva” iniciada pelo Exército israelense contra a capital e o sul do Líbano, que provocou o deslocamento de pelo menos 29.000 cidadãos, segundo as autoridades libanesas.
Vale lembrar que Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto o governo libanês quanto o grupo xiita tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo partido-milícia xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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