Publicado 12/01/2026 11:09

O Governo mantém o fim do subsídio ao gasóleo no novo decreto acordado com os sindicatos.

05 de janeiro de 2026, Bolívia, La Paz: Manifestantes participam de protestos contra os cortes nos subsídios aos combustíveis depois que a Central Operária Boliviana (COB) abandonou as negociações com o governo sobre o Decreto 5503. Foto: Radoslaw Czajkow
Radoslaw Czajkowski/dpa

Os protestos bloquearam algumas das principais rodovias do país MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -

O governo da Bolívia e o principal sindicato do país, a Central Obrera Boliviana (COB), chegaram a um acordo para pôr fim aos protestos dos últimos dias, convocados para rejeitar o Decreto 5503, que incluía a controversa eliminação do subsídio ao combustível, que será mantido apesar do acordo.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, informou na noite de domingo sobre o acordo com a COB, que desde 6 de janeiro havia convocado uma ação para bloquear indefinidamente as estradas de seis dos nove departamentos em que o país está dividido, após quase um mês de protestos.

Embora a eliminação do subsídio aos combustíveis tenha sido a principal razão que motivou o protesto, o governo conseguiu mantê-lo no novo decreto assinado neste domingo, após uma reunião na cidade de El Alto entre o presidente Paz e vários de seus ministros com representantes da COB.

Paz destacou que, após ter estabilizado a economia do país graças a essa controversa norma, agora é necessário implementar um novo decreto que manterá, além do fim do subsídio aos combustíveis, o aumento de 20% do salário mínimo, bem como os auxílios aos idosos e estudantes. “Precisamos de um novo decreto. A Bolívia precisa de ordem, controle e estabilidade, mas acima de tudo precisa crescer. Por isso, iniciaremos a etapa que dará origem a um novo decreto para consolidar nossas conquistas econômicas e sociais, para consolidar o crescimento da pátria”, disse Paz, apoiado por todo o seu gabinete.

Paz explicou que foi o diálogo com as organizações sociais e os sindicatos que levou à aprovação deste novo decreto, que se comprometeu a promulgar em 48 horas. “Isso é governar com responsabilidade”, destacou, ressaltando que não cederão antes “às máfias que promovem o conflito”. “A Bolívia não recua nem um passo nem no impulso de suas conquistas econômicas nem sociais. A Bolívia não negocia com os corruptos, por isso já estamos colocando vários na prisão”, afirmou Paz.

Já nesta segunda-feira, Paz afirmou em suas redes sociais que, por cada dia sem o subsídio aos combustíveis, o Estado boliviano economizou dez milhões de dólares, embora os bloqueios tenham custado outros 20 milhões de dólares por dia que poderiam ter sido destinados a outras áreas, como obras públicas e emprego.

“Em menos de dois meses, conseguimos estabilizar a economia boliviana: hoje há abastecimento de gasolina e diesel, o sistema financeiro funciona, a taxa de câmbio se mantém e o dólar está estável. O subsídio foi eliminado e isso é uma conquista econômica; isso não vai mudar”, defendeu.

Por sua vez, o líder sindical Mario Argollo pediu aos afiliados e àqueles que há vários dias participam dos bloqueios de estradas que suspendam as medidas de pressão. “Hoje vocês podem se sentir felizes, sua luta deu frutos e o país vai agradecer a vocês”, afirmou, segundo o jornal El Deber.

Apesar disso, nas últimas horas ainda permaneciam ativos cerca de trinta bloqueios dos 70 que ocorreram até este domingo e que dificultaram muito o transporte terrestre entre La Paz, Cochabamba e Santa Cruz, os principais centros nevrálgicos do país, entre outras regiões.

As autoridades bolivianas denunciaram que os protestos causaram perdas econômicas significativas, bem como a escassez de alimentos, combustíveis e produtos básicos no mercado interno.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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