Europa Press/Contacto/Wiktor Dabkowski
MADRID, 6 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades britânicas denunciaram neste sábado com "profunda" preocupação a "inaceitável" detenção em Israel de dois deputados britânicos que foram impedidos de entrar no país antes de serem deportados, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
"É inaceitável, contraproducente e profundamente preocupante que dois deputados britânicos em uma delegação parlamentar a Israel tenham sido detidos e impedidos de entrar pelas autoridades israelenses", disse o secretário britânico de Relações Exteriores, David Lammy, referindo-se aos deputados trabalhistas Yuan Yang e Abtisam Mohamed.
Na mesma nota, Lammy disse que havia "deixado claro" para seus colegas israelenses que "essa não é a maneira de tratar parlamentares" e disse que havia entrado em contato com os dois oficiais envolvidos para oferecer-lhes seu apoio.
Por fim, o governo britânico aproveitou a oportunidade para reiterar que seu objetivo continua sendo "garantir o retorno ao cessar-fogo e às negociações para acabar com o derramamento de sangue, libertar os reféns e pôr fim ao conflito em Gaza".
Yang representa o distrito eleitoral de Earley e Woodley, enquanto Mohamed representa Sheffield Central. Ambos foram eleitos deputados em julho passado.
ISRAEL ACUSA DEPUTADAS DE FALSO TESTEMUNHO
A embaixada israelense no Reino Unido, em resposta, justificou a decisão argumentando que ambas as parlamentares "acusaram Israel de fazer afirmações falsas, incitar boicotes, espalhar mentiras e promover ativamente sanções contra ministros israelenses, além de apoiar campanhas de boicote ao Estado de Israel".
"A visita tinha a intenção de provocar, prejudicar os cidadãos israelenses e espalhar falsidades sobre eles. É responsabilidade de Israel impedir a entrada desses indivíduos, como é feito no Reino Unido", acrescentou a embaixada em uma declaração relatada pela Sky News.
MEPS DEFENDEM SUA VIAGEM COMO PARTE DE UM PROJETO DE AJUDA
Em uma declaração conjunta publicada no X no domingo, Mohamed e Yang disseram que estavam "chocados" com a ação sem precedentes das autoridades israelenses "para negar a entrada de parlamentares britânicos em nossa viagem para visitar a Cisjordânia ocupada".
"É essencial que os parlamentares possam testemunhar em primeira mão a situação no território palestino ocupado", acrescentaram na declaração, que foi compartilhada na conta de Mohamed na mídia social.
"Os parlamentares devem se sentir livres para expressar sua sinceridade na Câmara dos Comuns sem medo de críticas", enfatizaram, acrescentando que fizeram a viagem com instituições de caridade parceiras como parte de uma delegação de parlamentares "para visitar projetos de ajuda humanitária e comunidades na Cisjordânia".
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