Alerta que perdeu contato com onze embarcações e insta os governos a exigirem responsabilização de Israel
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que a "ajuda médica" encontrada é "uma manobra publicitária"
MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
A Global Sumud Flotilla (GSF) denunciou nesta quarta-feira a interceptação de suas embarcações por “barcos militares” com identificação de Israel durante sua missão rumo à Faixa de Gaza, em águas próximas à Grécia, estimando em onze o número de barcos com os quais a organização perdeu contato.
"As embarcações militares israelenses cercaram ilegalmente a frota em águas internacionais e ameaçaram com sequestros e atos de violência", alertou em um comunicado minutos depois de anunciar que seus navios haviam sido "interceptados por lanchas militares rápidas, que se identificaram como 'Israel', apontando lasers e armas de assalto semiautomáticas" enquanto ordenavam aos participantes que fossem “para a proa dos barcos” e se colocassem “de joelhos e com as mãos para cima”.
A missão, que partiu no início desta semana da ilha italiana da Sicília com destino ao enclave palestino, acrescentou ainda que se perdeu o contato com onze embarcações que se encontravam em frente à Zona Grega de Busca e Resgate, ao mesmo tempo em que instou a comunidade internacional a “agir agora para proteger a frota”, exigindo que “Israel assuma a responsabilidade” por suas “flagrantes violações do Direito Internacional” e “pelo genocídio que está perpetrando contra o povo palestino”.
Vale lembrar que foram mais de cinquenta as embarcações que partiram do leste da ilha rumo ao Mediterrâneo Oriental, no que constitui a maior mobilização marítima civil coordenada da Global Sumud Flotilla até o momento, superando assim a enviada em 2025, que terminou com a interceptação, pelo Exército de Israel, dos navios envolvidos e com quase 500 ativistas detidos.
Por sua vez, embora o Exército de Israel não tenha se pronunciado sobre o assunto até o momento, meios de comunicação locais, como o jornal “Times of Israel”, informaram, citando fontes de segurança, que a Marinha do país realizou essas interceptações perto da ilha de Creta.
Nessa mesma linha, o Ministério das Relações Exteriores de Israel publicou nas redes sociais um vídeo no qual afirma que “a ‘ajuda médica’ encontrada a bordo da frota não passa de uma montagem publicitária: preservativos e drogas”.
A própria frota publicou na madrugada desta quinta-feira um vídeo no qual se ouve supostos membros das Forças de Defesa de Israel (FDI) pedindo que mudem de rumo e retornem ao seu porto de origem.
"Se desejam entregar ajuda humanitária a Gaza, podem fazê-lo através dos canais estabelecidos e reconhecidos. Por favor, mudem de rumo e retornem ao porto de origem. Se estiverem transportando ajuda humanitária, convidamos vocês a se dirigirem ao porto de Ashdod", segundo se ouve no referido vídeo divulgado nas redes sociais.
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