Ayman Nobani/Dpa - Arquivo
O Hamas pede aos palestinos da Cisjordânia que “tenham claro que paus e facas são tão eficazes contra os sionistas quanto os ataques com mísseis”
MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança de Israel mataram nesta segunda-feira um palestino durante uma operação no campo de refugiados de Qalandia, localizado entre Jerusalém e Kafr Aqab, segundo denúncias das autoridades palestinas, que afirmaram que os agentes retêm agora o corpo do falecido.
A Autoridade Geral de Assuntos Civis especificou em um breve comunicado publicado nas redes sociais que o falecido é Aiman Rafiq Muhamad al Hashlamun, de 30 anos, enquanto o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina destacou que as forças de Israel “retêm seu corpo”.
A polícia israelense afirmou que o suspeito teria aberto fogo contra as forças israelenses após sair de um veículo, o que levou os agentes a responderem com tiros, segundo o jornal “The Times of Israel”. O incidente não teria causado vítimas entre os agentes.
Em seguida, Abu Obeida, porta-voz da ala militar do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, expressou o “orgulho” do grupo pelas ações de Al Haslamun ao “enfrentar as forças de ocupação que invadiram o campo de refugiados de Qalandia”, sem reivindicar a autoria do incidente, conforme noticiado pelo jornal 'Filastin'.
Assim, ele também elogiou as ações de outro atacante palestino morto no final de abril por tiros israelenses na cidade cisjordaniana de Silwad e ressaltou que “esses atos de resistência não são incomuns para os mujahedin na Cisjordânia”. "Eles demonstram a força do nosso povo, sua rejeição à injustiça e sua relação nacional com a ocupação", argumentou.
"Fazemos um apelo à corajosa juventude do nosso povo para que enfrente, com todas as suas forças, aos soldados da ocupação e às suas gangues de violadores que estão profanando diversas zonas da Cisjordânia ocupada”, afirmou Abu Obeida, que pediu “não permitir que novas realidades sejam impostas no terreno” e “ter claro que os bastões e as facas são tão eficazes contra os sionistas quanto os ataques com mísseis”.
O evento ocorreu em meio ao recrudescimento dos ataques por parte de colonos e das incursões das forças de segurança israelenses desde 7 de outubro de 2023, data dos ataques contra Israel liderados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), embora já nos primeiros nove meses daquele ano tivessem sido registrados números recordes de palestinos mortos nesses territórios em duas décadas, desde a Segunda Intifada.
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