-/Iranian Army Office via ZUMA P / DPA - Arquivo
MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
Dois navios foram alvo de disparos nas últimas horas nas proximidades do Estreito de Ormuz, incidentes que não causaram vítimas, mas resultaram em danos “graves” na ponte de comando de um deles, conforme denunciou nesta quarta-feira a Agência de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), subordinada à Marinha britânica.
O órgão afirmou que, no primeiro incidente, uma lancha da Guarda Revolucionária do Irã abriu fogo contra um navio porta-contêineres nas proximidades do Estreito de Ormuz. “O capitão de um navio porta-contêineres informou que uma lancha da Guarda Revolucionária Iraniana se aproximou do navio sem estabelecer contato via VHF (sigla em inglês para rádio de muito alta frequência) e abriu fogo contra ele”, indicou em um comunicado.
Devido a esses fatos, registrados a 15 milhas náuticas (cerca de 27,7 quilômetros) a nordeste de Omã, a embarcação sofreu “graves danos na ponte de comando”, embora não tenham sido registrados “nem incêndios nem repercussões ambientais”, de acordo com a agência britânica, que acrescentou que “toda a tripulação está a salvo”.
Em seguida, a empresa britânica de segurança Ambrey indicou que “um porta-contêineres foi alvo de disparos da Guarda Revolucionária quando tentava transitar pelo estreito de Ormuz” com os sistemas de posicionamento “desligados”.
“Uma lancha da Guarda Revolucionária, sem comunicação prévia, aproximou-se do navio e abriu fogo, causando danos consideráveis na ponte de comando”, precisou, antes de ressaltar que “não há informações sobre incêndios” a bordo. “Foi confirmado que toda a tripulação estava em segurança”, acrescentou.
Posteriormente, a UKMTO relatou um “incidente” a oito milhas náuticas (cerca de 15 quilômetros) da costa do Irã na região. “O capitão de um cargueiro que estava deixando a área informou que (o navio) foi alvo de disparos e que se encontra parado na água”, declarou o órgão.
“A tripulação está em segurança e localizada. Não há informações sobre danos no navio”, destacou a UKMTO, que sinalizou “um alto nível de atividade” na zona, sem que as autoridades do Irã tenham se pronunciado até o momento sobre esses incidentes, em meio ao bloqueio dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz.
As autoridades iranianas anunciaram em 17 de abril que estavam suspendendo suas restrições ao tráfego na zona, após a confirmação, no dia anterior, de um cessar-fogo temporário no Líbano, embora tenham garantido que voltariam a impô-las depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em resposta — após aplaudir a decisão de Teerã — que as forças americanas manteriam o bloqueio à via.
O próprio Trump anunciou na terça-feira a prorrogação do cessar-fogo temporário alcançado em 8 de abril após um pedido do Paquistão, que está mediando o processo diplomático, embora tenha insistido que o bloqueio ao Estreito de Ormuz continuará em vigor. O bloqueio e a recente abordagem e apreensão de navios iranianos na zona têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.
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