Marwan Naamani/dpa - Arquivo
As FDI garantem que o objetivo do ataque contra um veículo perto de Sidon era “um terrorista do Hezbollah”. MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos duas pessoas morreram nesta quarta-feira em novos bombardeios perpetrados pelo Exército de Israel contra o sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024, alcançado após treze meses de combates com o partido-milícia xiita Hezbollah, na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023.
De acordo com informações recolhidas pela agência de notícias estatal libanesa, NNA, uma das vítimas mortais, que não foi identificada, encontrava-se dentro de um veículo que circulava entre as localidades de Zahrani e Msailé, nos arredores de Sidon.
O Exército israelense indicou em um breve comunicado que “as Forças de Defesa de Israel (FDI) atacaram um terrorista do Hezbollah na região de Sidon, no sul do Líbano”.
Posteriormente, um segundo bombardeio perpetrado por um drone matou outra pessoa em Bazouriyé, após o que o Exército israelense afirmou que o alvo também era “um terrorista do Hezbollah”, sem que o grupo libanês se tenha pronunciado até ao momento sobre este novo bombardeio.
Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que está agindo contra as atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o pacto, embora tanto Beirute quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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