Publicado 23/07/2026 00:46

AMP. — O Exército dos EUA encerra sua décima segunda noite consecutiva de ataques contra o Irã

Autoridades iranianas denunciam um ataque contra uma área de pedestres em um posto de fronteira com o Iraque

Archivo - Arquivo – 17 de março de 2026, USS Gerald R. Ford, águas internacionais: Uma aeronave F/A-18E Super Hornet da Marinha dos Estados Unidos, pertencente ao esquadrão “Ragin’ Bulls” do 37º Esquadrão de Caças de Ataque, pousa no convés de voo do port
Europa Press/Contacto/Us Navy/U.S Navy - Arquivo

MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -

O Exército dos Estados Unidos iniciou, minutos antes da meia-noite desta quinta-feira, sua décima segunda noite de ataques contra o Irã, uma nova jornada de ataques que terminou cinco horas depois e foi ordenada pelo ocupante da Casa Branca, Donald Trump, com o objetivo declarado de minar a capacidade de Teerã de ameaçar o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.

“Hoje (quarta-feira), às 17h30 (horário da Costa Leste dos Estados Unidos, 23h30 na Espanha peninsular e 1h00 da quinta-feira no Irã), as forças americanas começaram a lançar novos ataques contra alvos militares iranianos, seguindo as ordens do comandante-chefe”, anunciou nas redes sociais o Comando Central (CENTCOM) do Exército dos Estados Unidos, referindo-se com essa última menção a Trump.

Cinco horas depois, o Comando concluiu essa onda de ataques, conforme anunciado em um comunicado também divulgado nas redes sociais, no qual afirmou ter atacado “alvos militares iranianos, incluindo instalações marítimas, depósitos de mísseis e drones, postos de vigilância costeira e sistemas de defesa aérea”.

“Neste mês, as forças americanas atacaram dezenas de instalações militares iranianas em terra, ao mesmo tempo em que retomaram o bloqueio marítimo contra o Irã”, destacou.

O órgão militar afirmou, além disso, que sua “missão continuará com o objetivo de reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar marinheiros civis e navios mercantes que transitam pelas águas da região”. Refere-se, assim, aos ataques atribuídos às forças da República Islâmica contra petroleiros e navios-tanque, entre outras embarcações, embora Teerã tenha vindo a empregar uma linguagem ambígua ao se referir especificamente a esses incidentes, apontando, por exemplo, a “incêndios” e “explosões”, sem assumir a responsabilidade.

Pouco antes, o próprio CENTCOM negou que a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã “dê a entender que os navegantes internacionais só possam utilizar as rotas que a Guarda considere oportunas”, qualificando de “falsa” a premissa de que esse órgão militar iraniano “controle a saída e a entrada do Estreito de Ormuz”.

“O Irã não controla o Estreito de Ormuz. A via navegável internacional permanece aberta ao tráfego, independentemente das ameaças e dos ataques da Guarda Revolucionária”, afirmou o Comando Central, garantindo que, “desde o início de maio, as forças americanas ajudaram mais de 900 navios a transitar pelo estreito” e que os navios continuam cruzando essa passagem estratégica “com o apoio militar dos Estados Unidos”.

DOIS MORTOS E ONZE FERIDOS EM UM POSTO DE FRONTEIRA COM O IRAQUE

Essa nova onda de ataques — perpetrada na madrugada desta quinta-feira, horário do Irã — causou os maiores danos registrados até o momento na localidade de Shalamcheh, na fronteira com o Iraque, onde um bombardeio com mísseis teria atingido uma área próxima à zona de pedestres do posto de fronteira.

“A área próxima ao terminal de passageiros na fronteira de Shalamcheh foi atacada com mísseis do inimigo terrorista norte-americano”, declarou à agência estatal IRNA o subdiretor de segurança da província de Juzestão, Valiolá Hayati.

Pouco depois, o próprio Hayati informou ao referido veículo de comunicação que “dois compatriotas morreram e onze ficaram feridos no ataque com mísseis” em questão.

No entanto, esse não foi o único bombardeio: as cidades de Andimeshk e Ahvaz, também no Juzestão, e Bushehr, às margens do Golfo Pérsico, também foram alvo de ataques com mísseis — dois ataques no caso da última —, embora as autoridades não tenham registrado vítimas até o momento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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