Publicado 19/07/2025 00:55

AMP - EUA revogam visto do juiz brasileiro Alexandre de Moraes após liminares de Bolsonaro

Archivo - 6 de outubro de 2024, São Paulo, São Paulo, Brasil: SAO PAULO (SP), 06/10/2024 " MOVIMENTO / ELEIÇÕES / MADRE ALIX / SP " O Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, durante votação na escola Madre Alix, no Jardim P
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

MADRID 19 jul. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ordenou a revogação do visto do juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes - responsável pelo processo judicial contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro -, bem como de seus "aliados" na Corte e de seus familiares, após a imposição de medidas cautelares contra Bolsonaro por financiar um complô nos Estados Unidos para defender sua inocência.

"A caçada política do juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal do Brasil, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão amplo que não apenas viola os direitos fundamentais dos brasileiros, mas também se estende para além das fronteiras do Brasil e afeta os americanos", disse Marco Rubio na mensagem anunciando a revogação do visto.

A Secretária de Relações Institucionais do governo brasileiro, Gleisi Hoffmann, indicou que a revogação do visto se aplicará a De Moraes e, por enquanto, a outros sete juízes da Suprema Corte.

"Essa retaliação agressiva e mesquinha contra uma decisão da Corte expõe o nível degradante da conspiração de Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, contra o nosso país. Eles não se envergonham do opróbrio internacional que causaram em seu desespero para escapar da justiça e da punição por seus crimes", afirmou em uma mensagem em sua conta na rede social X.

Na sexta-feira, a Polícia Federal brasileira revistou a casa do ex-presidente Bolsonaro em Brasília e impôs uma série de medidas cautelares contra ele, como a obrigação de usar uma tornozeleira eletrônica, não se aproximar de embaixadas, não usar redes sociais ou não se comunicar com outros envolvidos na investigação que o aponta como responsável pelo financiamento de um complô nos EUA para aplicar esse tipo de sanções às autoridades do país sul-americano e pressionar para declará-lo inocente.

Bolsonaro também não tem passaporte por causa do processo judicial que enfrenta pela trama golpista de 2022, após as eleições que resultaram na vitória do atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pela qual o ex-presidente e outras sete pessoas são acusadas de tentar abolir violentamente o Estado de Direito - entre outros crimes - durante os protestos em que tentaram tomar as instituições em 8 de janeiro de 2023.

O ex-presidente também deve passar a noite em sua residência e não ter contato com embaixadores ou diplomatas estrangeiros, em um momento em que alguns relatórios sugeriram a possibilidade de ele solicitar asilo a Trump, que nas últimas semanas lançou uma cruzada nas redes sociais em favor dele.

Os investigadores alegam que Bolsonaro usou até dois milhões de reais (300 mil euros) para fazer campanha por meio de seu filho, Eduardo, nos Estados Unidos, desde março, para sanções contra autoridades brasileiras, tudo isso em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou um interesse incomum em sua situação.

Já em maio, Marco Rubio ameaçou De Moraes com sanções após a abertura da investigação sobre o esquema, citando a "alta probabilidade" de isso acontecer.

"Para quem ainda não entendeu: não haverá retorno", disse o filho de Jair Bolsonaro e deputado federal brasileiro, Eduardo Bolsonaro, que também está sendo investigado na trama, em uma mensagem em sua conta na rede social X após o anúncio do governo americano.

Ele também agradeceu às autoridades norte-americanas pelas medidas restritivas e disse estar "aguardando ansiosamente" os próximos passos dados pelos Estados Unidos, em referência a possíveis novas sanções.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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