Europa Press/Contacto/Dane Wiedmann/U.S. Navy
MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -
Os chefes de defesa do Japo e dos Estados Unidos, general Nakatani e Pete Hegseth, concordaram neste domingo, durante sua reunio de trabalho em Tóquio, sobre a necessidade de acelerar a coeso de seus protocolos de ao conjunta diante das operaes chinesas na regio do Indo-Pacífico.
"Precisamos progredir nessa questo, e com urgncia", disse Nakatani em uma coletiva de imprensa conjunta, acompanhado pelo secretário de defesa dos EUA em sua primeira viagem oficial ao país. Hegseth, que no sábado estava comemorando as vítimas da batalha de Iwo Jima, dedicou sua reunio concretizao de uma resposta "robusta, preparada e confiável" contra a China na regio, incluindo Taiwan, s "aes agressivas dos comunistas".
Nesse sentido, Hegseth anunciou o início da remodelao da estrutura da presena militar norte-americana no país, a USFJ, com a criao de um "quartel-general" que cooperará com um órgo homólogo nas Foras de Autodefesa do Japo (o Exército japons). A agncia de notícias oficial japonesa Kyodo ressalta que essa estratégia foi originalmente anunciada, mas nunca implementada, pela administrao anterior dos EUA, de Joe Biden.
Hegseth também confirmou que o Departamento de Defesa em breve acrescentará pessoal adicional aos quartéis-generais de Tóquio e da USFJ na Base Aérea de Yokota para realizar atividades destinadas a fortalecer os laos bilaterais com os homólogos japoneses das foras armadas dos EUA, bem como aprofundar a cooperao operacional.
"Como dizia o lema do meu primeiro peloto: 'Aqueles que anseiam pela paz devem se preparar para a guerra'. Precisamos estar preparados e esperamos trabalhar em estreita colaborao com o Japo para melhorar nossa capacidade de combate, nossa letalidade e nossa prontido", acrescentou o secretário de defesa.
Hegseth e Nakatani no abordaram as queixas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a diviso de poderes sob o acordo de segurana bilateral de longa data.
Vale lembrar que o primeiro-ministro japons, Shigeru Ishiba, teve que garantir no início deste ms que seu país cumprirá a letra do tratado depois que o presidente dos EUA expressou suas dúvidas sobre a "reciprocidade" de um pacto que, segundo ele, é desfavorável aos Estados Unidos.
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