CANCILLERÍA DE ECUADOR EN X - Arquivo
Washington fecha acordos militares para fortalecer sua presença no Paraguai e no Peru
MADRID, 17 dez. (EUROPA PRESS) -
As autoridades norte-americanas anunciaram na quarta-feira a chegada de seu pessoal militar à base de Manta, no leste do Equador, onde suas tropas já estavam posicionadas até 2009, para uma operação conjunta temporária com as forças equatorianas contra o "narcoterrorismo", como parte dos últimos acordos de defesa.
A Embaixada dos EUA no Equador confirmou a chegada do contingente militar à base aérea de Manta, localizada na costa do Pacífico, pouco mais de um mês após a segunda visita da Secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, durante a qual esses acordos de colaboração foram concluídos.
"A operação melhorará a capacidade das forças militares do Equador para combater os narcoterroristas", disse a embaixada em sua conta na rede social X, observando que a operação está de acordo com a lei equatoriana, exatamente um mês depois que o país votou contra a cessão de suas bases a potências estrangeiras.
Essa operação conjunta "foi projetada para proteger os Estados Unidos e o Equador de ameaças comuns", acrescentou a embaixada.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, também expressou essa opinião, dizendo que "essa operação nos permitirá identificar e desmantelar as rotas do narcotráfico", além de "subjugar aqueles que pensavam que poderiam assumir o controle do país".
Dois dias antes, outro avião carregado de material militar chegou à base aérea de Manta, onde os Estados Unidos operaram por uma década, até que o governo de Rafael Correa decidiu, em 2009, não prorrogar os acordos com Washington.
Manta é a cidade portuária mais próxima do arquipélago de Galápagos, e sua localização geográfica é crucial para o controle do tráfico de drogas, mas também do tráfico de pessoas e da pesca ilegal.
Durante a campanha para o referendo, Noboa defendeu a possibilidade de que a cidade pudesse servir novamente como base de operações dos EUA, embora tenha evitado se referir à natureza bélica da missão, apesar de 60% dos eleitores terem votado contra o retorno de bases militares estrangeiras ao país.
OS EUA FORTALECEM SUA PRESENÇA MILITAR NA REGIÃO
Essa operação também ocorre em um momento de tensão máxima na costa caribenha venezuelana, com um destacamento militar sem precedentes nas proximidades, com o qual bombardearam dezenas de supostos traficantes de drogas desde setembro, também no Pacífico, matando quase cem pessoas.
Nos últimos dias, Washington reforçou sua presença militar na região com vários acordos com outros atores, como o Paraguai e o Peru, com cujos governos firmou acordos semelhantes a este com o Equador.
O Congresso do Peru aprovou há poucos dias a entrada de dezenas de militares norte-americanos com material de guerra para participar de operações e exercícios conjuntos com as forças peruanas durante 2026.
No caso do Paraguai, o objetivo dessa cooperação é combater grupos que operam na região como "organizações terroristas", embora o acordo também preveja a colaboração no treinamento e na educação das forças paraguaias, assistência humanitária e resposta a desastres.
"O problema mais sério que temos em nosso hemisfério são essas organizações terroristas transnacionais que, em muitos casos, não são terroristas com motivação ideológica, mas têm uma base financeira e econômica", argumentou o secretário de Estado Marco Rubio na assinatura do acordo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático