Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez
MADRID, 28 jun. (EUROPA PRESS) -
Nove espanhóis morreram nos terremotos da última quinta-feira na Venezuela e 152 estão desaparecidos, de acordo com a última atualização do Ministério das Relações Exteriores, que acrescenta mais 21 pessoas desaparecidas ao balanço divulgado no início deste domingo.
Isso foi confirmado pelo ministro em uma entrevista à RNE, divulgada pela Europa Press. “Infelizmente, o número de desaparecidos aumentou; neste momento, contabilizamos 152; o número de mortos continua sendo 9, e gostaria de expressar todas as minhas condolências aos seus familiares e amigos. Há 14 espanhóis localizados sob os escombros e não sabemos em que circunstâncias”, comentou Albares.
Na manhã deste domingo, o primeiro avião proveniente da Venezuela pousou na base aérea de Torrejón de Ardoz, trazendo um total de 96 pessoas, das quais 76 são cidadãos espanhóis.
Além disso, viajavam outras 20 pessoas de diversas nacionalidades, entre elas da França, Itália, Portugal, Bélgica, Eslováquia, Venezuela e Argentina.
Sobre a situação das 14 pessoas que se encontram sob os escombros, Albares explicou que é difícil saber neste momento, pois são as próprias famílias que relatam essa situação, e reconheceu que há dificuldades, “tanto para agir quanto para se comunicar”, no local.
“Enquanto houver a menor chance de resgatar com vida ou mesmo os corpos — caso, infelizmente, essa venha a ser a situação final de um cidadão espanhol —, é claro que estaremos lá”, garantiu Albares, que acrescentou não haver dados sobre feridos graves.
O ministro das Relações Exteriores informou que a sala de crise do Ministério, acionada imediatamente após o terremoto, já recebeu 518 ligações, às quais se somam outras 530 feitas para os telefones de emergência e linhas disponibilizadas pelo Consulado da Espanha em Caracas.
Por isso, ele fez um apelo para que qualquer familiar ou pessoa que tenha notícias de um espanhol que possa estar em situação de necessidade na Venezuela entre em contato com os telefones de emergência disponibilizados pelo Ministério e pela rede consular, a fim de facilitar a localização e a assistência.
TELEFONES DE AJUDA
O Ministério reitera que todas as linhas de emergência consulares, que podem ser consultadas nas redes sociais do Ministério e da Embaixada em Caracas, estão em funcionamento, e solicita aos espanhóis na Venezuela que as utilizem pelos números: +34 910001249; +58 424 2090264; +58 212 6270300; e +58 212 6270314.
Nesse sentido, Albares pediu aos cidadãos que desejem colaborar com as pessoas afetadas que canalizem sua ajuda por meio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). Além disso, Albares reiterou o “compromisso absoluto” da Espanha com a Venezuela, um país “irmão”.
“O compromisso da Espanha com qualquer país da América, cujos povos são irmãos, é total. Esse compromisso já existia antes do terremoto e continua presente com as equipes de resgate da UME provenientes de seis comunidades autônomas, o envio de um primeiro pacote de ajuda financeira de um milhão de euros, a ativação dos acordos de emergência com ONGs, a mobilização de fundos multilaterais e o próximo envio da equipe START com um hospital de campanha”, indicou.
“Quando chegar o momento da reconstrução, é claro que a Espanha estará presente. Não poderia ser de outra forma com um país irmão como a Venezuela”, insistiu.
Além disso, destacou a coordenação com as autoridades venezuelanas e garantiu que mantém contato permanente com o ministro das Relações Exteriores do país. “Trocamos nossos números de celular”, afirmou.
“Estamos todos unidos para tentar salvar o maior número possível de vidas e para participar da reconstrução posteriormente”, concluiu.
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