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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O enviado especial dos Estados Unidos para a Bielorrússia, John Coale, anunciou nesta quinta-feira os preparativos para uma futura visita do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, a Washington e afirmou que serão tomadas as medidas necessárias para organizar a viagem.
Após um encontro entre os dois, Coale garantiu que o presidente dos Estados Unidos “fala constantemente sobre Lukashenko, a quem descreve como um grande amigo e um líder mundial muito respeitado”. “Discutimos um grande acordo sobre assuntos que dizem respeito a ambos os países, mas também conversamos sobre a guerra no Irã e a posição dos Estados Unidos sobre esse assunto”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.
“É sempre muito valioso ouvir a opinião do presidente da Bielorrússia, porque é uma opinião completamente diferente daquela que o Ocidente pode ter. Isso é de grande importância para nós e vou transmitir tudo o que foi discutido aqui hoje a Washington”, destacou, segundo informações da agência de notícias BelTA.
Além disso, ele também confirmou que as partes abordaram “a situação na Venezuela”. “Discutimos o que está acontecendo lá e em outras partes do mundo e como isso está impactando os acontecimentos globais, pois a situação no hemisfério é muito dinâmica e está evoluindo rapidamente, com muitas mudanças”, afirmou.
PROBLEMAS GEOPOLÍTICOS MUNDIAIS
As partes aproveitaram a ocasião para discutir, por sua vez, “os problemas não apenas da Ucrânia, mas também regionais e globais”, à medida que cresce a tensão geopolítica mundial.
Lukashenko indicou, assim, que a agenda “já foi discutida com antecedência e definida previamente”. “Portanto, como sempre, estou disposto a discutir qualquer tema e a responder a qualquer problema. Mas exorto-os a abordar os problemas regionais e não apenas os da Ucrânia ou do Oriente Médio, mas também os globais”, indicou, de acordo com um comunicado emitido pela Presidência bielorrussa.
“Acredito que meu ponto de vista sobre as questões globais, especialmente a situação no Oriente Médio, será importante para vocês, já que estão lutando contra nossos aliados. E estou disposto a falar com franqueza sobre esse assunto”, afirmou o chefe de Estado bielorrusso durante um encontro em Minsk, a capital.
Ao ser questionado pelo próprio Coale sobre a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, Lukashenko pediu expressamente que sua posição fosse transmitida ao presidente americano, Donald Trump. “Apesar de certos erros, na minha opinião, cometidos pelos Estados Unidos, continuo apoiando seu presidente”, esclareceu.
Esta é uma nova rodada de contatos entre as partes, que ocorre após vários encontros entre Lukashenko e Coale, o último deles em dezembro de 2025. Coale foi nomeado por Trump para ocupar o cargo em novembro daquele mesmo ano, com a dupla missão de continuar estreitando as relações com o presidente do país e grande aliado de Vladimir Putin, e dar continuidade às negociações para a libertação de presos políticos.
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