MADRID, 21 mar. (EUROPA PRESS) -
Mísseis iranianos atingiram, na noite deste sábado, as cidades israelenses de Arad e Dimona, causando dezenas de feridos, conforme confirmado pelos serviços de emergência israelenses, no que parece ser uma falha dos sistemas de defesa antiaérea israelenses.
Em Arad, um míssil balístico iraniano teria atingido o local, causando 42 feridos e graves danos materiais em edifícios da cidade, segundo informa a Magen David Adom, a Cruz Vermelha israelense. Quatro dos feridos estão em estado grave e doze apresentam prognóstico moderado.
Dezenas de ambulâncias e unidades móveis de terapia intensiva foram mobilizadas para o local do impacto, e o Hospital Soroka entrou em estado de alerta para receber os feridos. Vários helicópteros também foram mobilizados.
Este incidente se soma ao de Dimona, onde um projétil atingiu a cidade, também localizada no sul do país, e causou pelo menos cinquenta feridos, segundo informaram os serviços de emergência israelenses.
A maioria dos feridos apresenta ferimentos leves, embora uma criança de 12 anos tenha ficado gravemente ferida por estilhaços e outra pessoa tenha ferimentos moderados, segundo a Magen David Adom. Outras 29 pessoas apresentam ferimentos leves e outras 20 receberam atendimento devido a situações relacionadas ao pânico. Além disso, foi relatado o desabamento de uma estrutura naquela zona de Dimona.
Os serviços médicos atenderam principalmente casos de quedas de pessoas que corriam em direção aos abrigos e de pessoas com ansiedade devido aos ataques, segundo a Estrela de David Vermelha.
Por sua vez, as Forças Armadas israelenses informaram que estão investigando por que as defesas antiaéreas não conseguiram interceptar o míssil balístico que atingiu a cidade de Dimona. O Exército confirmou que houve uma resposta defensiva ao míssil balístico, mas não conseguiram impedir o ataque. “O incidente será investigado”, afirmou um porta-voz militar citado pelo jornal ‘The Times of Israel’.
SEM NÍVEIS ANORMAIS DE RADIAÇÃO
O incidente já foi registrado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que destacou que “não foram detectados níveis anormais de radiação” nos países vizinhos.
“Não recebemos nenhuma informação sobre danos no centro de pesquisa nuclear do Negev”, indicou a agência internacional. O centro de pesquisa fica a cerca de doze quilômetros da cidade de Dimona, alvo do ataque.
O diretor-geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi, destacou que “deve ser observada a máxima contenção militar, em particular nas imediações de instalações nucleares”.
Também foi relatado um ataque com mísseis iranianos na região de Eilat, no extremo sul do país, sem que, até o momento, haja notícias de feridos. O ataque acionou as sirenes antiaéreas e provavelmente foi interceptado pelos sistemas de defesa israelenses.
Dimona abriga o Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, principal instalação nuclear israelense, e foi atacada depois que, neste mesmo domingo, foi bombardeada a central de enriquecimento de urânio Shahid Ahmadi Roshan, na província central de Natanz.
Israel possui armamento nuclear desenvolvido a partir do urânio enriquecido em Dimona, embora oficialmente nunca tenha reconhecido isso, sendo a única potência nuclear da região do Oriente Médio.
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