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O Kremlin descarta que haja “novidades” durante o dia desta terça-feira, já que os contatos continuarão na quarta-feira MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -
A delegação russa que participará nesta terça-feira de uma nova rodada de contatos trilaterais com a Ucrânia e os Estados Unidos em Genebra para discutir um possível acordo de paz com Kiev chegou na manhã de hoje à cidade suíça, em meio a denúncias ucranianas sobre um novo “ataque maciço” contra o país.
Fontes citadas pela agência de notícias Interfax informaram que o avião em que viajava a delegação, liderada por Vladimir Medinski, após um voo de mais de oito horas, passou pela Turquia e Itália. De acordo com a agência TASS, a delegação se transferiu posteriormente para o President Wilson Hotel, onde ficará hospedada. Medinski representará Moscou nas conversações, depois que nas duas rodadas de contatos trilaterais realizadas em Abu Dhabi a delegação foi liderada por Igor Kostiukov, chefe da Direção Principal de Inteligência do Estado-Maior das Forças Armadas russas.
Em seguida, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, afirmou em coletiva de imprensa que “a delegação está lá” e que os contatos ocorrerão durante o dia. “Não creio que devamos esperar novidades hoje. Como sabem, está previsto que esses trabalhos continuem amanhã”, enfatizou. “Não há anúncios ou planos a esse respeito. Tudo será fechado para a imprensa”, afirmou, descartando assim que Moscou se pronuncie durante o dia sobre possíveis avanços nos contatos com Kiev e Washington.
O próprio Peskov explicou recentemente que nestes contactos será abordada uma série de temas, razão pela qual a delegação foi alargada para incluir também o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Mikhail Galuzin, e outros representantes das autoridades russas.
Pouco antes da chegada da delegação russa a Genebra, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, denunciou um “ataque maciço” executado pelo Exército da Rússia contra várias zonas do país, no qual foram utilizados mais de 25 mísseis e cerca de 400 drones, com o objetivo de “causar o maior dano possível” ao setor energético.
Nesta linha, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, acusou a Rússia de “ignorar os esforços de paz” ao lançar “um ataque maciço com mísseis e drones contra a Ucrânia pouco antes da próxima rodada de negociações em Genebra”, prevista para esta terça-feira. “Principais objetivos: energia e infraestrutura civil”, acrescentou.
Por sua vez, as autoridades russas anunciaram a destruição de mais de 151 drones lançados pelas tropas ucranianas nas últimas horas, incluindo 50 sobre o Mar Negro e 38 na península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014, um passo não reconhecido pela comunidade internacional.
Até o momento, foram realizadas duas rodadas de conversações trilaterais, ambas nos Emirados Árabes Unidos (EAU). Os últimos contatos resultaram em um acordo entre Moscou e Kiev para a troca de mais de 300 prisioneiros de guerra, o primeiro desse tipo em cerca de cinco meses, mas sem informações sobre avanços no plano político.
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