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O presidente da ilha critica a “agressividade e perversão” do “governo ianque”
Washington adverte que o governo Trump “não tolerará” que “regimes marxistas radicais” tentem “ameaçar” sua “segurança nacional”
MADRID, 5 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades cubanas rejeitaram nesta quinta-feira a “vil” inclusão do presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel, na “ilegítima” lista de pessoas sancionadas pelos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que se referiram a isso como uma prova do “plano intervencionista norte-americano” de apresentar Cuba como uma “ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos.
“A inclusão vil do presidente, de parte de sua família, além de instituições, organizações da sociedade civil e empresas cubanas em uma lista ilegítima e unilateral do governo dos Estados Unidos, é a mais recente demonstração do plano intervencionista norte-americano de apresentar Cuba como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Por sua vez, o chefe do Executivo caribenho se referiu a essas novas sanções como uma tentativa de “reforçar as medidas de bloqueio” e o "cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos", ao mesmo tempo em que adiantou que a "agressividade e perversão do governo ianque" colidirão com a "decisão" de Havana de "enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial".
“Essa cegueira política se soma às medidas coercitivas aplicadas nas últimas semanas contra nosso país, destinadas a prejudicar o povo cubano”, lamentou Díaz-Canel em uma mensagem nas redes sociais.
Essa reação das autoridades de Havana ocorre logo após o Tesouro dos Estados Unidos ter anunciado a inclusão em sua lista de sancionados de Díaz-Canel; da primeira-dama e segunda esposa do presidente cubano, Lis Cuesta Pedraza; ao filho dela e enteado do presidente da ilha, Manuel Anido Cuesta, e ao único filho de Raúl Castro, Alejandro Castro.
Por sua vez, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos emitiu medidas idênticas contra cinco entidades cubanas: o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os Comitês de Defesa da Revolução, a agência de viagens Amistur Cuba SA, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e a mineradora La Victoria.
Após o anúncio das novas sanções, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, advertiu que o governo do presidente Donald Trump "não tolerará mais" que "regimes marxistas radicais" tentem "ameaçar a segurança nacional" dos Estados Unidos e "realizem operações de influência para exportar sua 'revolução' venenosa e perversa" para os Estados Unidos e "para o resto do mundo".
“Durante décadas, Cuba tem sido a capital mundial do terrorismo de extrema esquerda. O regime de Havana recrutou, treinou e apoiou movimentos marxistas e terceiromundistas violentos em todo o nosso hemisfério e além. Hoje, estamos agindo contra a rede que permite e financia as operações subversivas e radicais de Cuba”, afirmou Rubio em uma mensagem nas redes sociais.
Desde o início do ano, os Estados Unidos intensificaram suas pressões contra a ilha por meio de um bloqueio de fato sobre o combustível, algo a que o próprio Díaz-Canel se referiu como um “castigo coletivo” que equivale, em sua opinião, a um “ato de genocídio”.
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