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Sheinbaum reitera sua proposta para que o México medie entre Washington e Havana Chile anuncia o envio de ajuda a Cuba para responder à “situação dramática” MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades cubanas confirmaram nesta quinta-feira a chegada dos dois primeiros navios da Marinha mexicana com ajuda humanitária, em meio à crise de escassez de combustível, agravada como consequência das novas restrições impostas pelos Estados Unidos à ilha e àqueles que a ajudam.
O embaixador de Cuba no México, Eugenio Martínez, informou através das suas redes sociais que dois navios da Marinha mexicana chegaram a Havana, tal como previsto, com “ajuda material doada”. “Obrigado, México! Muito em breve no porto e para a população cubana”, destacou o embaixador, acompanhando a mensagem com duas fotografias dos dois navios, que transportam cerca de 800 toneladas de alimentos e produtos de primeira necessidade.
Por sua vez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, reiterou nesta quinta-feira a proposta de que o país sirva de intermediário entre Cuba e os Estados Unidos, aos quais criticou nos últimos dias as restrições impostas à ilha.
“Estamos insistindo para que o México seja a nação que abra as portas para que haja esse diálogo com Cuba”, disse a mandatária em entrevista coletiva, que já havia lamentado anteriormente que essas novas sanções a Cuba e àqueles que a ajudam certamente podem provocar uma grave crise humanitária.
CHILE JUNTA-SE À ENTREGA DE AJUDA HUMANITÁRIA O governo chileno também anunciou nesta quinta-feira que se junta a esta iniciativa e enviará um pacote de ajuda humanitária à ilha para tentar conter a “situação dramática” que seus cidadãos estão enfrentando.
“É uma questão de interesse humanitário, além das características políticas que seu regime possa ter”, argumentou em uma coletiva de imprensa em La Moneda, o ministro das Relações Exteriores do Chile, Alberto van Klaveren.
O ministro explicou que o governo utilizará o programa “Chile contra a fome e a pobreza” para efetivar essa entrega e descartou que a decisão seja uma resposta às pressões exercidas por algumas das forças políticas do país, entre elas o Partido Comunista.
Van Klaveren explicou que a “pauta” é marcada por “um drama humanitário que já se prolonga há bastante tempo”, no qual “há uma população que sofre de fome” e “também há cortes permanentes de energia”.
Nos últimos meses, Cuba vinha sofrendo uma crise de escassez, que se agravou depois que a Venezuela deixou de ser o principal fornecedor de energia da ilha, em consequência da nova relação entre Washington e Caracas após a prisão, no início de janeiro, do presidente Nicolás Maduro.
Posteriormente, o governo Trump aumentou o bloqueio à ilha e ameaçou com tarifas todos os países, como o México, que continuassem a fornecer petróleo à pequena nação caribenha.
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