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MADRID, 31 mar. (EUROPA PRESS) -
A ex-presidente da Argentina Cristina Fernández de Kirchner anunciou na segunda-feira que sua equipe de advogados entrou com um recurso de queixa na Suprema Corte sobre a sentena de seis anos de priso no chamado "caso Vialidad", esgotando assim o último meio de anular a sentena.
Fernández de Kirchner já recorreu da sentena perante a Corte Federal de Cassao, o mais alto tribunal criminal do país, que rejeitou o recurso e deixou ex-presidente a única alternativa de apresentar essa reclamao Suprema Corte, mas sem o endosso da Cassao, o que reduz seu peso e suas chances de sucesso.
A ex-presidente denunciou em suas redes sociais que essa queixa Suprema Corte ocorre depois que a Corte de Cassao rejeitou seu recurso "sem responder ou abordar as violaes de direitos e garantias constitucionais levantadas", nem a "arbitrariedade manifesta da sentena".
Mais tarde, o advogado da ex-presidente, Carlos Beraldi, deu uma entrevista coletiva na sede do Partido Justicialista - liderado por Fernández de Kirchner - onde enfatizou que a queixa Suprema Corte no se deve ao fato de sua cliente ter cometido um crime, mas "precisamente porque ela fez muitas reformas que algumas pessoas no a perdoam".
"Cristina nunca tem medo" de ir para a priso, disse Beraldi, embora seja verdade que, mesmo que a Suprema Corte no concorde com ele e a sentena contra Fernández de Kirchner seja ratificada, a ex-presidente poderia evitar ir para a priso e se beneficiar de uma medida de priso domiciliar para pessoas com mais de 70 anos de idade.
Assim, Fernández de Kirchner esgotou seu último recurso legal para apelar de sua sentena de seis anos de priso por crimes de corrupo relacionados gesto de um projeto de obras públicas na província de Santa Cruz, que resultou em uma sentena de priso e inabilitao vitalícia para cargos públicos por fraude contra a administrao.
O tribunal considerou provado que, entre 2003 e 2015, houve uma manobra "sem precedentes" de fraude contra o Estado por meio da gesto de obras públicas em Santa Cruz, realizada por funcionários de diferentes níveis e um único empresário da construo civil: Lázaro Báez, proprietário do conglomerado de empresas ligadas Austral Construcciones.
RECUSA DE UM JUIZ DA SUPREMA CORTE
Por outro lado, o ex-presidente também entrou com um pedido de recusa contra Manuel José García Mansilla, um magistrado que o presidente argentino, Javier Milei, nomeou por decreto como juiz da Suprema Corte "em violao Constituio Nacional".
A ex-presidente advertiu que, no passado, Milei garantiu que ela "irá para a priso", o que ela considera uma "interferncia intolerável em assuntos judiciais" e que também pode ser interpretado quase como "uma ordem" para os juízes da Suprema Corte.
"Isso tem um impacto direto na situao do juiz nomeado em comisso, que foi colocado no cargo, como já foi dito, por vontade exclusiva de Javier Milei, que está exigindo que eu seja condenada priso", acrescentou a líder.
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