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BRUXELAS 18 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, convocou uma cúpula extraordinária para discutir nos próximos dias com os líderes europeus a crise aberta com os Estados Unidos pela Groenlândia, após as ameaças do governo Trump de assumir o controle desse território e anunciar tarifas contra os países europeus que participaram de manobras militares junto com a Dinamarca na ilha.
“Dada a importância dos recentes acontecimentos e com o objetivo de melhorar a coordenação, decidi convocar uma reunião extraordinária do Conselho Europeu nos próximos dias”, anunciou Costa em um comunicado divulgado nas redes sociais, pouco depois de ter concluído em Bruxelas uma reunião dos 27 a nível de embaixadores para abordar as últimas tensões nas relações transatlânticas.
A cúpula extraordinária dos chefes de Estado e de governo europeus será presencial em Bruxelas, segundo fontes europeias que apontam o final de semana, provavelmente quinta-feira, como a data do encontro, ainda a ser confirmada.
A reunião extraordinária será, além disso, a continuação dos contactos dos próximos dias entre os líderes, incluindo à margem do Fórum Económico Mundial em Davos (Suíça), com o objetivo de definir a posição da União face a Washington.
Na declaração publicada neste domingo, Costa destaca o “firme compromisso” dos 27 com os princípios do Direito Internacional, a integridade territorial e a soberania nacional; além da “unidade no apoio e solidariedade” à Dinamarca e à Groenlândia e do “reconhecimento do interesse transatlântico comum na paz e segurança no Ártico, em particular trabalhando através da OTAN”.
Além disso, destaca a “disposição” do bloco em continuar “colaborando de forma construtiva” com os Estados Unidos em todas as questões de interesse comum, embora avise que a UE está preparada para “se defender contra qualquer forma de coerção” e defenda que a imposição de novas tarifas prejudicaria as relações transatlânticas e seria “incompatível” com o acordo comercial alcançado entre as duas regiões no verão passado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado sua intenção de impor, a partir de 1º de fevereiro, uma taxa adicional de 10% às importações provenientes da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.
Essa medida de retaliação pela participação dos oito países mencionados em manobras militares na Groenlândia será mantida, segundo a Casa Branca, até que os Estados Unidos concluam o processo de “aquisição” do território.
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