Europa Press/Contacto/Peru's Congress
Dois policiais presos em conexão com a morte a tiros de um manifestante
MADRID, 17 out. (EUROPA PRESS) -
O Congresso peruano se recusou a votar na quinta-feira uma moção de censura contra o presidente do país, José Jerí, um projeto de lei apresentado na quinta-feira, apenas seis dias após sua nomeação, pela repressão policial durante a manifestação de quarta-feira que matou um homem de 32 anos e feriu pelo menos cem outros.
O plenário se recusou a admitir para debate e votação uma moção que também inclui a diretoria executiva do Congresso, também chefiada por Jerí, já que a iniciativa obteve 20 votos a favor, 63 contra e quatro abstenções, enquanto eram necessários 59 votos para que fosse aprovada.
A moção foi apresentada pela bancada socialista depois de reunir as 20 assinaturas necessárias para apresentar a iniciativa, considerando que Jerí "perdeu toda a legitimidade no Parlamento e reforça a percepção de que os partidos políticos agem de acordo com seus próprios interesses particulares e não com o bem-estar da nação", de acordo com o documento ao qual o jornal 'La República' teve acesso.
O anúncio ocorre em um momento em que a ação policial durante a manifestação de quinta-feira em Lima terminou com mais de cem feridos e um morto, um homem de 32 anos identificado como Eduardo Ruiz, que foi morto a tiros por um policial.
Isso foi confirmado pelo comandante da Polícia Nacional, Óscar Arriola, em uma coletiva de imprensa divulgada pelo jornal 'La República' e pela estação de rádio RPP, na qual ele indicou que o policial Luis Magallanes, autor do disparo fatal, está no Hospital da Polícia com politraumatismo, embora já tenha um mandado de prisão".
"As investigações (serão) realizadas pelo chefe da Divisão de Homicídios e, claro, o mais rápido possível, após esses atos urgentes de investigação, com o promotor público, que deve ser um promotor criminal comum, porque esses eventos são totalmente isolados do planejamento", assegurou, antes de confirmar a prisão de um segundo policial que, "na confusão, disparou tiros e, ao ver que havia uma pessoa ferida, foi na direção de (o outro policial, Luis) Magallanes".
Arriola também anunciou que os generais diretamente responsáveis pelas operações durante o protesto foram removidos de seus cargos, no que ele defendeu como uma tentativa de "garantir a transparência e a imparcialidade" das investigações.
A família da vítima está considerando apresentar uma acusação de assassinato por "perpetração por meios" contra o presidente Jerí e o executivo, disse seu advogado, Rodrigo Noblecilla, à RPP.
Na quinta-feira, a Defensoria Pública elevou o número de feridos para 120, sendo 32 civis - três menores de idade - e 88 policiais, em uma manifestação contra o governo e o Congresso por causa da corrupção e da insegurança no país, manifestações convocadas poucos dias depois da ascensão de Jerí à presidência após a destituição de Dina Boluarte pelo Parlamento por "incapacidade moral permanente" de lidar com a insegurança no país.
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