MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira que o governo de Abelardo de la Espriella solicitou sua colaboração em operações militares conjuntas na Colômbia contra o “narcoterrorismo”.
“Por meio do recém-empossado presidente (...) a Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra —como o governo Trump denomina a Defesa— se una ao país em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para acabar com os terroristas e as redes terroristas”, afirmou ele do Panamá, durante um evento da coalizão militar promovida por Washington contra os cartéis.
Embora as autoridades colombianas ainda não tenham se pronunciado a esse respeito, o ex-presidente Gustavo Petro, por sua vez, o fez: em uma mensagem nas redes sociais, ele destacou que, embora não seja contra a colaboração na luta global contra o narcotráfico e outras formas de crime internacional, isso não significa uma “autorização para que estrangeiros” matem colombianos.
“A Colômbia sabe mais sobre a luta contra o narcotráfico do que os Estados Unidos; por isso, não me oponho à colaboração na luta global contra o narcotráfico e outras formas de crime internacional, que só podem ser superadas em conjunto com muitos países do mundo, mas isso não significa permissão para que estrangeiros venham matar colombianos”, afirmou Petro, ressaltando que “quem autoriza não é o presidente, de acordo com a Constituição”, mas “o Senado da República e, na sua ausência, o Conselho de Estado”.
O chefe do Pentágono, que viajou para o país centro-americano nesta mesma quarta-feira, anunciou ainda que a Colômbia se juntará a essa coalizão, também conhecida como Escudo das Américas, tornando-se o 19º país membro.
Durante o evento, Hegseth aproveitou para atacar “a esquerda internacional” e encorajou seus aliados na América Latina a se retirarem do Estatuto de Roma e, com isso, do Tribunal Penal Internacional.
“A esquerda internacional, juntamente com seus meios de comunicação afins, busca impor ilegalmente a jurisdição do TPI sobre o pessoal e as operações militares dos Estados Unidos e de seus parceiros. É notável que esse suposto tribunal e outros organismos globalistas enfraqueçam nossos esforços, ao mesmo tempo em que não exigem responsabilização dos verdadeiros terroristas e tiranos”, afirmou.
Também participaram deste fórum o senador norte-americano Bernie Moreno, o comandante do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos (SOUTHCOM), o general Francis L. Donovan, e o presidente panamenho, José Raúl Mulino, que realizou um encontro prévio com Hegseth.
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