FUERZAS ARMADAS DE COLOMBIA - Arquivo
MADRID, 27 mar. (EUROPA PRESS) -
As Forças Armadas da Colômbia anunciaram nesta sexta-feira a morte de seis suspeitos em uma operação lançada no departamento de Vaupés (sudeste) contra os dissidentes do Estado-Maior Central (EMC) das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Néstor Vera Fernández, conhecido como 'Iván Mordisco'.
O comandante-geral das Forças Militares da Colômbia, Hugo Alejandro López, destacou em uma mensagem nas redes sociais que na operação participam efetivos do Exército, da Marinha, da Força Aérea e da Polícia, no que descreve como um “ataque direto” contra posições das dissidências.
“Esta operação deixou, até o momento, seis mortos durante o desenrolar das operações militares”, afirmou, antes de destacar que os efetivos também apreenderam “material de guerra, intendência, comunicações e explosivos”, razão pela qual considera que o dispositivo “afeta significativamente as capacidades logísticas e criminosas dessa estrutura ilegal no sudeste do país”.
López ressaltou que a operação continua em andamento e adiantou que haverá novas informações assim que ela for concluída e os resultados forem “consolidados”, embora o ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, já tenha adiantado que se trata de um “golpe contundente” contra “a estrutura do cartel de ‘Mordisco’”.
Nesse sentido, Sánchez destacou que a operação foi realizada no distrito de Pacoa contra “uma estrutura criminosa pertencente ao anel de segurança” de ‘Iván Mordisco’, no âmbito do ‘Plano Ayacucho Plus’, destinado a combater grupos armados e gangues criminosas. Assim, ele confirmou seis “neutralizados” e destacou que a “capacidade criminosa” do grupo contra a população está sendo “enfraquecida”.
“Esta ação faz parte da campanha para neutralizar este líder de um dos cartéis de narcotráfico e terrorismo mais perigosos que atuam na Colômbia”, destacou o ministro, que lembrou que as autoridades oferecem uma recompensa de até 5 bilhões de pesos (cerca de 1,18 milhão de euros) por ‘Iván Mordisco’.
“A melhor opção é a desmobilização dele, assim como a daqueles que ainda permanecem nessas estruturas ilegais”, argumentou Sánchez, que também expressou seu “reconhecimento e gratidão” aos militares e policiais que, “com honra e coragem, protegem a Colômbia”. “O Estado somos todos, e os bons somos mais”, acrescentou.
MORTE DE 'LORENA', PARCEIRA DE 'MORDISCO'
Entre os mortos está uma mulher identificada com o codinome de 'Lorena', considerada a parceira sentimental de 'Iván Mordisco', segundo informaram fontes militares à mídia colombiana.
De acordo com a Inteligência colombiana, “Lorena” tinha peso na organização, a ponto de se acreditar que, movida pelo ciúme, teria ordenado o assassinato de outra guerrilheira conhecida como “Jenny”, pessoa do círculo próximo de “Mordisco”, conforme se soube em outubro de 2025.
A captura de 'Lorena' se soma a vários golpes — na forma de prisões e mortes em seu círculo mais próximo — que 'Iván Mordisco' vem sofrendo, cada vez mais isolado e sujeito às contínuas operações do Exército e disputas territoriais com outros grupos armados, o que lhe gerou uma sensação de suspeita permanente.
Há algumas semanas, as autoridades colombianas prenderam em apenas 72 horas dois de seus irmãos, Andrés e Juan Gabriel Vera Fernández, conhecidos como “Conejo” e “La Jota”, respectivamente, graças a denúncias de terceiros, conforme destacou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.
O cerco familiar ao guerrilheiro dissidente começou a se estreitar em agosto do ano passado com a prisão de seu outro irmão, Luis, conhecido como 'Mono Luis', no município de El Peñón, em Cudinamarca. Uma prisão que teve repercussão até mesmo por parte do próprio presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático