A Declaração de Paris define os detalhes da futura Força Multinacional dentro de um mecanismo de monitoramento da paz
Reino Unido anuncia "declaração de intenções" para possível implantação de "centros militares" franco-britânicos na Ucrânia
MADRID, 6 jan. (EUROPA PRESS) -
Os chefes de Estado e de governo da Coalizão dos Dispostos pela Ucrânia chegaram a um acordo na terça-feira, em Paris, sobre um pacote de "garantias de segurança juridicamente vinculantes" para a Ucrânia, em princípio com o apoio dos Estados Unidos, começando com os detalhes da futura Força Multinacional a ser implantada no país, uma vez que a cessação das hostilidades tenha sido alcançada.
"A Coalizão dos Dispostos reconhece, pela primeira vez, uma convergência operacional entre os 35 países que compõem a Coalizão, bem como a Ucrânia e os Estados Unidos, para construir sólidas garantias de segurança", anunciou Macron em uma coletiva de imprensa após a reunião.
Entre essas garantias, os países membros da Coalizão concordaram em criar um mecanismo de monitoramento do cessar-fogo sob a liderança dos EUA, com contribuições de várias nações.
Da mesma forma, o acordo de Paris delineia as linhas gerais de uma força ucraniana de 800 mil homens com treinamento, capacidade e todos os recursos necessários para garantir que esse exército possa deter qualquer nova agressão.
Os aliados da Ucrânia também se comprometem "legalmente" a apoiar a Ucrânia em caso de novos ataques russos.
Os cinco pontos principais da declaração de Paris abordam dois pontos em particular: primeiro, a constituição da Força Multinacional para a Ucrânia a partir das contribuições dos países membros da Coalizão; "planejamento militar coordenado", diz o comunicado, "para preparar medidas de segurança terrestre, marítima e aérea", bem como a regeneração das forças armadas ucranianas.
"Medidas", acrescenta a declaração, "a serem implementadas estritamente a pedido da Ucrânia, uma vez que tenha ocorrido uma cessação confiável das hostilidades".
COMPROMISSOS "VINCULATIVOS
A reunião de Paris também culminou na "finalização de compromissos vinculativos que definem nossa abordagem para apoiar a Ucrânia e restaurar a paz e a segurança no caso de um futuro ataque armado da Rússia" e que pode incluir o uso de recursos militares, apoio logístico e de inteligência, iniciativas diplomáticas e a adoção de sanções adicionais".
A cooperação com os militares ucranianos abrangerá várias áreas, desde o treinamento de tropas até a produção conjunta do setor de defesa, incluindo o uso de instrumentos europeus relevantes e a cooperação de inteligência.
Toda a iniciativa, acrescenta a declaração, será coordenada por meio de uma sede tripartite entre a Coalizão, os Estados Unidos e a Ucrânia em Paris.
DESTACAMENTO FRANCO-BRITÂNICO
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, aproveitou a oportunidade para anunciar a assinatura de uma "declaração de intenções" para um destacamento franco-britânico para a Ucrânia no caso de um acordo de paz.
"A assinatura da declaração abre caminho para o estabelecimento da estrutura legal para que as forças francesas e britânicas operem em solo ucraniano, protegendo os céus e mares da Ucrânia e construindo forças armadas prontas para o futuro", disse o primeiro-ministro Starmer em uma declaração simultânea emitida por seu gabinete.
"O Reino Unido e a França estabelecerão 'centros militares' na Ucrânia, construirão instalações protegidas para armas e equipamentos militares para apoiar as necessidades defensivas da Ucrânia", acrescentou a declaração.
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