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A empresa estatal ferroviária ucraniana denuncia um ataque contra um trem que fazia a rota entre Kiev e Mikolaiv
MADRID, 16 set. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos cinco pessoas morreram nesta quarta-feira em um ataque perpetrado pelo Exército da Rússia contra um ônibus na província ucraniana de Dnipropetrovsk (leste), segundo denúncias das autoridades locais, no contexto da guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
“Cinco mortos e sete feridos em um ataque hostil contra um ônibus em Nikopol”, afirmou o governador de Dnipropetrovsk, Oleksander Ganzha, em uma mensagem nas redes sociais, na qual especificou que o veículo foi atingido por um drone.
Além disso, ele destacou que os sete feridos já estão recebendo atendimento médico, sem fornecer mais detalhes sobre a gravidade de seu estado. “Estão recebendo todos os cuidados necessários”, afirmou Ganzha, que classificou a Rússia como um “Estado terrorista”.
Em seguida, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, acusou a Rússia de atacar “um micro-ônibus de linha” em Nikopol e denunciou que “não há lógica militar, é apenas mais uma atrocidade”, segundo uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual expressou suas condolências aos familiares das vítimas.
Por outro lado, a empresa estatal ferroviária da Ucrânia, a Ukrzaliznytsia, denunciou um ataque contra um trem que fazia a rota entre a capital, Kiev, e Mikolaiv, embora tenha destacado que não houve vítimas, já que todo o pessoal e os passageiros foram evacuados após o alerta aéreo.
Zelenski confirmou danos na estação e na locomotiva, ao mesmo tempo em que garantiu que “a equipe da Ukrzaliznytsia administrou bem a situação”. “As pessoas foram alertadas a tempo e ninguém ficou ferido. Cerca de 170 passageiros foram evacuados”, especificou.
“Cada um desses ataques afeta a vida de pessoas comuns, que devem ser protegidas, obrigando a Rússia a pôr fim à sua guerra insensata”, destacou, antes de ressaltar que “fazer concessões ao agressor por meio do abrandamento das sanções certamente não contribuirá para alcançar a paz”.
“Justamente nestes dias, o Congresso dos Estados Unidos está analisando um importante projeto de lei apresentado por Lindsey Graham que poderia enviar os sinais adequados e ajudar a dar os passos corretos rumo a uma paz genuína”, argumentou o presidente da Ucrânia, em consonância com sua exigência de maior pressão sobre Moscou.
Nesse sentido, ele lembrou que “na União Europeia (UE) está sendo debatida a prorrogação das sanções contra a Rússia por causa de sua guerra” e acrescentou que “diante dos massacres brutais que a Rússia comete diariamente, é fundamental que as sanções em resposta ao conflito sejam contundentes”.
“Não é hora de diminuir a pressão; é hora de fazer todo o possível para garantir que a diplomacia triunfe a partir de uma posição de força”, argumentou. “Agradeço a todos aqueles que compreendem essa situação e estão colaborando”, concluiu.
A Força Aérea ucraniana acusou, em um comunicado, as forças russas de lançarem 80 drones contra o país nas últimas horas, antes de informar que 63 foram interceptados e confirmar impactos em sete pontos. “O ataque continua, já que ainda há drones inimigos no espaço aéreo”, alertou.
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