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MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo da China exigiu nesta segunda-feira uma “passagem sem obstáculos” pelo estreito de Ormuz e enfatizou a necessidade de se chegar “o mais rápido possível” a um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio na rota após o fracasso das negociações realizadas no fim de semana no Paquistão para tentar chegar a um acordo de paz com o Irã.
“O Estreito de Ormuz é uma rota vital para o comércio internacional de bens e energia. Manter a segurança, a estabilidade e a livre circulação na região beneficia os interesses comuns da comunidade internacional”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa.
Assim, ele destacou que “a causa fundamental das perturbações na navegação no estreito (de Ormuz) decorre do conflito em torno do Irã”, antes de salientar que “a forma de resolver este problema é alcançar, o mais rápido possível, um cessar-fogo e o fim das hostilidades”, conforme noticiado pelo jornal chinês ‘Global Times’.
“Todas as partes devem manter a calma e agir com moderação”, argumentou Guo, que reiterou que “a China está disposta a continuar desempenhando um papel positivo e construtivo” com vistas a alcançar um acordo de paz que ponha fim à ofensiva desencadeada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em relação às negociações realizadas em Islamabad, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês indicou que elas são “um passo na direção certa” e afirmou que espera que o cessar-fogo seja mantido e que as disputas possam ser resolvidas por vias políticas e diplomáticas “em vez de atiçar as chamas da guerra”.
Trump anunciou no domingo, após Washington e Teerã encerrarem sem acordo suas conversas de paz em Islamabad, que a Marinha dos Estados Unidos imporá a partir desta segunda-feira um bloqueio ao estreito de Ormuz e ameaçou interceptar “em águas internacionais” qualquer navio que tenha pago ao Irã para atravessar essa passagem estratégica.
Esse bloqueio, conforme precisou o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), será aplicado “imparcialmente” contra os navios “de todas as nações que entrarem ou saírem de portos iranianos e zonas costeiras, incluindo todos os portos do Golfo Árabe — em referência ao Golfo Pérsico — e do Golfo de Omã”.
As conversas ocorreram em Islamabad dias depois de os Estados Unidos e o Irã terem acordado um cessar-fogo de duas semanas — posto em dúvida pelos ataques de Israel contra o Líbano — e tinham como objetivo um acordo final para o fim da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelas forças americanas e israelenses contra território iraniano.
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