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MADRID 28 nov. (EUROPA PRESS) -
O chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Andri Yermak, braço direito do presidente do país, Volodimir Zelenski, renunciou na sexta-feira depois que as agências anticorrupção realizaram uma série de buscas em sua casa, como parte da crise em Kiev por causa de uma investigação de corrupção em larga escala em meio a negociações para um acordo de paz.
Zelenski anunciou em um discurso gravado que o escritório "será renovado", já que Yermak renunciou, mas até agora ele não apresentou nenhum nome para seu futuro substituto. "Amanhã eu me reunirei com aqueles que podem liderar essa instituição", disse ele.
No entanto, o chefe de Estado agradeceu a Yermak, especialmente por ter "sempre apresentado a posição ucraniana nas negociações com a devida precisão". "Sempre foi uma posição patriótica, mas quero que não haja rumores ou especulações", concluiu.
Nesse sentido, ele indicou que essa mudança ocorre porque ele não quer que "ninguém tenha dúvidas sobre a Ucrânia", em meio às negociações para pôr fim à invasão russa, já que Yermak chefiou a delegação ucraniana durante as recentes conversas com Washington, o que complica a posição ucraniana a esse respeito e deixa no ar quem o substituirá nas próximas rodadas.
BUSCA EM MEIO À OPERAÇÃO "MIDAS
No início desta manhã, o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO) anunciaram que estavam realizando "ações investigativas (buscas) na sede do gabinete presidencial". "Elas são autorizadas e estão sendo realizadas dentro da estrutura da investigação", disseram.
Minutos depois, o próprio Yermak confirmou as buscas, mas especificou que elas haviam ocorrido em sua casa. "Os investigadores não têm obstáculos: eles tiveram acesso total ao apartamento e meus advogados estão no local, interagindo com as forças da lei e da ordem. Estou prestando total assistência a eles", garantiu.
No entanto, o braço direito de Zelenski não fez mais nenhuma declaração desde o início da manhã, portanto não confirmou pessoalmente sua renúncia.
As batidas ocorreram dias depois da descoberta de uma suposta extorsão no setor de energia na Ucrânia, em uma operação apelidada de "Midas". Agências anticorrupção fizeram buscas na sede da empresa estatal de energia atômica, a Energoatom.
A União Europeia, em seu relatório anual de progresso sobre a política de ampliação dos países candidatos, advertiu a Ucrânia no início deste mês para que mantivesse a luta contra a corrupção e não desse nenhum passo atrás nesse sentido, apesar de considerar que Kiev demonstrou seu compromisso com o caminho europeu nos últimos anos, apesar da invasão russa.
Recentemente, a Comissão Europeia aprovou as medidas tomadas por Zelensky para combater a suposta corrupção em seu governo após o escândalo da Energoatom, que levou à demissão dos ministros da Justiça e da Energia.
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