Publicado 22/06/2026 01:10

AMP. – Cepeda reconhece o resultado da contagem preliminar como “não oficial” e dá andamento à contestação de 33.000 seções eleitora

Petro defende que “ainda não é possível saber quem é o presidente” e afirma que “há muitas irregularidades”

O procurador-geral afirma que não ocorreu “nem um único fato” que tenha “manchado” a “transparência ou tranquilidade” das eleições

16 de junho de 2026, Bogotá, Distrito da Cidade de Bogotá, Colômbia: Ivan Cepeda Castro, candidato presidencial de esquerda da Colômbia pelo partido político Pacto Histórico, fala à imprensa dias antes do segundo turno das eleições na Colômbia, em 16 de j
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros

Petro defende que “ainda não é possível saber quem é o presidente” e afirma que “há muitas irregularidades”

O procurador-geral afirma que não ocorreu “nem um único fato” que tenha “manchado” a “transparência ou tranquilidade” das eleições

MADRID, 22 jun. (EUROPA PRESS) -

O candidato de esquerda à presidência da Colômbia, Iván Cepeda, afirmou que reconhece o “primeiro resultado” da pré-contagem do segundo turno das eleições presidenciais do país, realizadas neste domingo, referindo-se a ele, por enquanto, como um dado “não oficial nem vinculativo”, ao mesmo tempo em que antecipou que seu “grupo de testemunhas” contestará 33.000 seções eleitorais espalhadas por todo o território nacional.

“Reconhecemos a pré-contagem realizada nesta noite como um dado que ainda não é oficial nem vinculativo”, afirmou Cepeda em coletiva de imprensa diante de seus apoiadores, acrescentando que, embora reconheça “seu primeiro resultado”, não reconhecerá o “resultado oficial da apuração” até que “seja divulgado o resultado final” da mesma e tenham sido realizadas as “verificações correspondentes”.

Em seguida, Cepeda anunciou que seu “grupo de testemunhas, composto por dezenas de milhares de advogados e advogadas, está contestando 33.000 seções eleitorais em todo o país”, que deverão ser “analisadas uma a uma”.

PETRO ALERTA PARA “MUITAS IRREGULARIDADES”

Em relação à contagem preliminar, que, com 99,99% das seções eleitorais apuradas, atribui a vitória a De la Espriella com 49,66% dos votos contra os 48,70% obtidos por Cepeda, o atual ocupante da Casa de Nariño, Gustavo Petro, que passará o bastão ao favorito nessas eleições, afirmou que “não se pode proclamar ninguém como presidente” porque, conforme precisou em uma mensagem nas redes sociais, “é a apuração que determina quem é o presidente”.

“Calma entre a população, por favor. A realidade nos mostra um país dividido ao meio e uma interferência estrangeira tirando nossa liberdade”, destacou Petro.

Minutos antes, o presidente cessante considerou que “as mesas eleitorais sem assinatura dos mesários devem ser contestadas imediatamente”, por isso insistiu que “ainda não é possível saber quem é o presidente”.

Posteriormente, também nas redes sociais, Petro afirmou ter “evidências” de “uma mudança nos endereços IP de vários servidores do Registro Eleitoral Nacional”. Isso significa, segundo ele, “que o software foi violado e que outras pessoas inseriram dados de mesas e seções eleitorais”.

“Vou informar aos juízes, com precisão, quais servidores foram alterados para que seja realizada a auditoria especializada no software eleitoral — que ainda não foi feita — durante o próprio processo de apuração”, advertiu ele, acrescentando o pedido de “uma apuração em todas as mesas e uma nova contagem de todos os votos, com análise das violações do software eleitoral e das mesas que sofreram impactos”.

UMA PRÉ-CONTAGEM “ÁGIL” E “RÁPIDA”

O secretário nacional de Registro da Colômbia, Hernán Penagos, reafirmou em entrevista coletiva a “absoluta tranquilidade do processo”, defendendo que a pré-contagem foi “ágil” e “rápida”. Tudo isso, precisando, por sua vez, que não é a Secretaria Nacional de Registro Eleitoral que “divulga os resultados”, mas sim o Conselho Nacional Eleitoral do país.

Por sua vez, o procurador-geral da nação, Gregorio Eljach, enfatizou que não ocorreu “nem um único incidente” que tenha “manchado”, em qualquer parte do país, a “transparência ou tranquilidade” com que, segundo ele, “as eleições devem ser realizadas”.

“Toda a votação ocorreu de forma normal, tranquila e serena, com a presença das testemunhas, diante dos jurados das mesas eleitorais e na presença dos órgãos de fiscalização”, destacou Eljach, convocando “aqueles que tenham alguma discordância em relação ao resultado” a recorrerem aos recursos e procedimentos “previstos pela lei”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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