Niyi Fote / Zuma Press / Europa Press
"Eles vão tentar de tudo para desestabilizar, para inventar coisas onde não há nada", afirma
MADRID, 11 set. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Federal do Brasil investiga o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro pelo caso “Dark Horse”, sobre o possível financiamento irregular de um filme biográfico baseado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, informação que veio à tona logo após o Supremo Tribunal Federal ter levantado o sigilo de instrução do caso “Banco Master”, esquema ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e relacionado ao filme.
Flavio, do Partido Liberal (PL), consta da lista de pessoas investigadas após um procedimento autorizado em julho pelo juiz do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, informação que veio a público nesta sexta-feira após o levantamento do sigilo processual a pedido do presidente da Suprema Corte brasileira, Edson Fachin, conforme informou o jornal “O Globo”.
Especificamente, as autoridades policiais investigam o candidato à presidência por suposto lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, corrupção e outros possíveis crimes supostamente cometidos pelo senador, que solicitou recursos para financiar a produção do filme ao ex-banqueiro, acusado de fraude no caso “Banco Master”.
O dinheiro teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado próximo ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, que foi condenado a mais de quatro anos de prisão por coação à justiça devido às suas tentativas de pressionar magistrados nos processos judiciais contra seu pai.
As autoridades suspeitam que parte desses recursos teria sido desviada para o exterior para financiar a estadia e as despesas de Eduardo, que atualmente se encontra nos Estados Unidos. O candidato à presidência admitiu ter entrado em contato com Vorcaro, embora tenha negado que esses recursos sejam provenientes de dinheiro público.
“QUANTO MAIS TRANSPARÊNCIA HOUVER, MELHOR”
Posteriormente, Flavio Bolsonaro defendeu que “quanto mais transparência” houver sobre o financiamento do documentário de seu pai, “melhor”, e reiterou mais uma vez que os recursos utilizados correspondem a um patrocínio “privado”.
“Eles vão tentar de tudo para desestabilizar, para inventar coisas onde não há nada. Para mim, o melhor que pode acontecer é a total transparência nesse assunto. Não temos absolutamente nada de errado (a esconder) em relação ao filme”, disse ele.
“O povo merece saber e distinguir quem está certo, que é o meu caso; e quem está errado, que é o caso do governo”, destacou em declarações à imprensa após a visita a uma fábrica de motocicletas localizada no distrito de Manaus, como parte de sua campanha eleitoral.
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