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O candidato indicado pelo ex-presidente Pedro Castillo anuncia que convocará mobilizações caso os resultados não sejam respeitados
Os resultados parciais mostram que vários partidos tradicionais não terão representação no próximo Congresso
MADRID, 15 abr. (EUROPA PRESS) -
O candidato presidencial do Juntos pelo Peru, Roberto Sánchez, exigiu que os resultados das eleições sejam respeitados, já que a apuração o colocou como o segundo candidato mais votado — atrás de Keiko Fujimori — e alguns de seus oponentes começaram a alegar fraude eleitoral.
“Apelamos e dizemos a todo o Peru, às forças sociais, que estaremos atentos, que fiquem vigilantes ao nosso apelo. Assim que houver um indício de não querer respeitar o voto dos cidadãos, convocaremos uma mobilização, em defesa da democracia”, anunciou Sánchez, segundo o jornal ‘La República’.
“Convocamos a comunidade internacional a acompanhar e vigiar para que o voto dos cidadãos seja respeitado de forma sagrada. Sem narrativas de fraude como no processo anterior. O voto andino, amazônico e rural será respeitado”, enfatizou, depois que o candidato conservador Rafael López Aliaga denunciou, sem provas, o suposto roubo de 1,6 milhão de votos.
López Aliaga apresentou suas reclamações nas últimas horas em um protesto diante da sede do Jurado Nacional de Eleições (JNE) em Lima, antes de saber nesta quarta-feira que Sánchez já o havia superado com 90% das cédulas apuradas.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) — questionado porque algumas seções eleitorais tiveram que esperar até segunda-feira para permitir o direito ao voto por falta de material eleitoral — coloca Fujimori na liderança com 17% dos votos, seguida por Sánchez com 12,05% e López Aliaga, com 11,8%.
Apenas 26 mil votos de diferença separam os dois de garantir uma vaga no segundo turno de 7 de junho para enfrentar a candidata da Fuerza Popular, que concorre pela quarta vez às eleições.
A última delas, a de 2021, na qual foi derrotada por uma margem mínima frente a Pedro Castillo, a quem o próprio Sánchez visitou na segunda-feira após o fim da jornada eleitoral na prisão de Barbadillo, onde cumpre pena de onze anos de prisão pela tentativa de autogolpe de 2022.
Sánchez, que se comprometeu durante a campanha a proporcionar melhores infraestruturas e mais direitos às comunidades e regiões mais oprimidas e esquecidas do Peru caso consiga se tornar presidente, garantiu que indultará Castillo.
Enquanto isso, alguns dos outros candidatos — chegaram a ser 35 no último domingo — criticaram as declarações de López Aliaga e exigiram que se respeite a soberania popular, entre eles Alfonso López Chau, Ronald Atencio ou Carlos Álvarez, que esteve na disputa nos últimos dias.
“Sou um cavalheiro, respeitoso dos resultados e da vontade popular”, disse o candidato do País para Todos, em um vídeo publicado em suas contas oficiais nas redes sociais, mesmo espaço que López Chau utilizou para exortar López Aliaga e Fujimori a respeitarem os resultados eleitorais.
VÁRIOS POLÍTICOS HISTÓRICOS FICAM DE FORA DO CONGRESSO
Além da Presidência, nestas eleições também esteve em jogo a composição do Congresso, que volta a ser bicameral, bem como cinco vagas no Parlamento Andino. Enquanto se aguarda a conclusão da apuração de todas as cédulas, os resultados parciais mostram que alguns políticos históricos ficarão de fora.
Vários partidos não conseguiram ultrapassar o limite mínimo de 5% dos votos, pelo que ficarão sem representação parlamentar, entre eles nomes históricos como Aliança para o Progresso, Podemos Peru ou Somos Peru. Essas três formações somavam até 39 cadeiras no último Congresso.
A Ação Popular, com dez deputados atualmente, também fica de fora do próximo mandato legislativo; assim como o Peru Livre.
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