Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana
Os aliados de Bolsonaro admitem estar surpresos com a mudança de tom do presidente dos EUA em relação ao seu colega brasileiro.
MADRID, 24 set. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, expressou sua confiança na quarta-feira que a boa harmonia vivida no dia anterior pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nos corredores da sede da ONU servirá para superar o impasse diplomático causado pelas tarifas dos EUA.
Alckmin garantiu que essa "boa química" ajudará a "encontrar a melhor solução para resolver as 'tarifas' injustificadas" do governo Trump sobre algumas exportações brasileiras, algumas das quais chegam a 50%.
O "segundo em comando" do presidente Lula destacou que, dos dez produtos que o Brasil mais compra dos Estados Unidos, oito deles têm tarifa zero. "Vamos trabalhar para encontrar a melhor solução para esse problema", disse ele em declarações à mídia do Rio de Janeiro, informa a imprensa brasileira.
Por outro lado, assegurou que ainda não podia confirmar a data exata do encontro que os dois presidentes deverão ter na próxima semana, como Trump havia anunciado na véspera após a agradável, embora breve, reunião que disse ter tido com Lula da Silva, momentos antes de sair para discursar na ONU.
"Ele parece ser um homem muito agradável, realmente, ele gostou de mim e eu gostei dele", disse Trump pouco depois de reconhecer perante o plenário da ONU que impôs tarifas ao Brasil em retaliação à suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por um golpe de Estado.
De fato, alguns dos aliados do ex-presidente brasileiro admitiram estar surpresos com essa mudança de tom do chefe da Casa Branca em relação a Lula, depois das tentativas de ambos de se desqualificarem mutuamente nos últimos tempos.
Por sua vez, o ministro da Economia, Fernando Haddad, observou que o presidente Lula não se exporá a nenhum tipo de "humilhação" em um possível encontro cara a cara com o presidente Trump, quando questionado pela oposição com certa ironia sobre esse possível encontro.
"Lula não precisa de lições de diplomacia de ninguém", disse Haddad, que destacou a diferença com que a comunidade internacional recebe o presidente brasileiro e como percebia seu antecessor, Jair Bolsonaro, de quem lembrou como no passado cumprimentou Trump de forma "vergonhosa" com um "eu te amo".
"Lula não vai se curvar a esse tipo de humilhação. Lula anda de cabeça erguida, tem consciência de sua origem humilde, mas se faz respeitar, como está fazendo agora com ele e com o Brasil", enfatizou o ministro da Economia.
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