Europa Press/Contacto/Cristobal Basaure Araya
MADRID, 21 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Chile, Gabriel Boric, enviou o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, a Buenos Aires devido às "graves" brigas ocorridas ontem à noite nas arquibancadas do estádio Libertadores de América, que sediou a partida da Copa Sul-Americana entre Independiente e Universidad de Chile.
Boric disse na quinta-feira que, devido ao "linchamento inaceitável" sofrido por alguns de seus compatriotas, ele pediu ao Ministro do Interior que viajasse à capital argentina para monitorar "pessoalmente" a situação dos feridos, bem como dos quase cem chilenos detidos.
"A violência não tem justificativa, de nenhuma parte, e protegeremos os direitos de nossos cidadãos sem prejuízo das responsabilidades que possam ser estabelecidas pelo sistema judiciário", disse o líder chileno em X. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Chile, 19 cidadãos chilenos estão hospitalizados e 101 permanecem detidos em decorrência dos distúrbios.
O jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana, na quarta-feira, entre Independiente e Universidad de Chile, teve de ser suspenso assim que o segundo tempo começou devido a violentos distúrbios nas arquibancadas, que deixaram cerca de 20 pessoas feridas, algumas gravemente.
Boric já havia se pronunciado horas antes sobre o que aconteceu nas arquibancadas do estádio do Independiente, culpando tanto os torcedores violentos quanto a segurança do estádio pelo ocorrido. "A justiça terá que determinar quem foi o responsável", disse ele também na rede social mencionada acima.
No momento dos tumultos, a partida estava empatada em 1 a 1 e a Universidad de Chile estava ganhando por 2 a 1 no placar agregado.
ACUSAÇÕES CRUZADAS NA ARGENTINA
O Ministério da Segurança Nacional da Argentina denunciou em um comunicado que esse é "um dos episódios mais graves da história do futebol argentino" e anunciou ações "imediatas" para punir os responsáveis e seu envolvimento no caso criminal, mas ressaltou em um comunicado que, na arena política, a responsabilidade é do governo de Buenos Aires, controlado pela oposição.
Nesse sentido, o governo de Javier Milei detectou "falhas graves" nas medidas de segurança e criticou o fato de a polícia ter recebido ordens para "não intervir", o que "prolongou a violência descontrolada e deixou uma tragédia". "A ordem e a segurança dos argentinos não podem estar subordinadas à especulação política ou a interesses eleitorais", acrescentou.
O ministro da Segurança de Buenos Aires, Javier Alonso, por outro lado, destacou que a responsável em nível nacional, Patricia Bullrich: "Ela sempre mente". Ele afirmou em uma mensagem na rede social X que a segurança dentro do estádio depende exclusivamente do Club Independiente, como organizador, e da CONMEBOL.
O clube, por sua vez, culpou o setor visitante pelo surto de violência, apesar do fato de que "agressões inaceitáveis de grupos locais" também ocorreram depois. A equipe, que afirmou que a operação de segurança "cumpriu em todos os aspectos com os regulamentos em vigor e com os requisitos estipulados para esse tipo de competição", prometeu sua total cooperação com as investigações.
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