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MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou nesta segunda-feira luto nacional pelas explosões ocorridas na sexta-feira em uma instalação militar em Viacha, no departamento boliviano de La Paz, que até o momento deixaram oito mortos, todos militares; seis pessoas desaparecidas e mais de 80 feridos, embora mais da metade já tenha recebido alta.
“Estamos anunciando um luto nacional, que, além do luto em si, significa não esquecermos que somos uma família todos juntos. Embora haja diferenças e pontos de vista distintos, somos uma família boliviana que precisa seguir em frente apesar de todas as dificuldades existentes, com toda a complexidade e dificuldade do momento que nos foi deixado”, declarou ele em Viacha.
O presidente, que esclareceu que a bandeira será hasteada a meio mastro, embora as autoridades não suspendam suas atividades, defendeu que “hoje não se trata de buscar culpados, mas de amenizar a dor e ajudar as famílias, agindo rapidamente em prol das pessoas afetadas”, durante uma coletiva de imprensa realizada após estabelecer contato “direto” com os familiares das vítimas. “Casos como este não podem ser politizados”, concluiu.
As equipes de resgate voltaram nesta segunda-feira ao local das explosões, onde encontraram um oitavo corpo sem vida que foi levado ao necrotério para confirmação da identidade, informou o Ministério da Defesa em um comunicado no qual já indica que poderia tratar-se do militar Alex Ignacio Mamani.
Este se soma, assim, às sete vítimas fatais encontradas até este domingo: um sargento e outros seis homens que estavam cumprindo o serviço militar obrigatório, pelo que o número de pessoas dadas como desaparecidas caiu para seis.
As explosões deixaram 84 feridos, dos quais mais da metade já recebeu alta, conforme informou nesta segunda-feira a ministra da Saúde, Marcela Flores. Entre as pessoas que continuam hospitalizadas estão uma menina com queimaduras e dois pacientes com prognóstico de risco moderado.
O incidente ocorreu na sexta-feira, quando aconteceram duas explosões em um depósito que armazenava pólvora e material destinado a atividades pirotécnicas dentro do quartel militar Bolívar. A detonação causou grande comoção na região, afetando especialmente as famílias que moram nas imediações do complexo.
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