Europa Press/Contacto/Doaa el-Baz
MADRID, 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza denunciou nesta quarta-feira que um ataque do exército israelense causou "danos significativos" à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital infantil localizado no leste da cidade de Gaza, sem informar sobre vítimas até o momento.
"Um ataque aéreo atingiu os painéis de energia alternativa do Hospital Infantil Al Durra, no bairro de Al Tufa. Um ataque de artilharia atingiu a UTI do hospital", diz um comunicado publicado pelo ministério em seu canal no Telegram, onde compartilhou várias imagens dos danos ao prédio.
Em seguida, condenou o incidente, observando que "o ataque causou danos significativos à UTI e ao sistema de energia alternativa dentro do hospital", antes de enfatizar que "a ocupação não se limita a impedir a entrada de medicamentos e alimentos para as crianças em Gaza, mas tenta privá-las de suas vidas".
Nesse sentido, o Ministério da Saúde de Gaza reiterou seu apelo à comunidade internacional para "proteger as instituições médicas" no enclave palestino e "criminalizar as práticas da ocupação contra elas", sem que o exército israelense tenha comentado o ataque até o momento.
As autoridades israelenses bloquearam a entrada de ajuda no início de março e romperam o cessar-fogo alcançado em janeiro com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em 18 de março, reativando sua ofensiva militar contra Gaza, lançada em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 pessoas mortas e quase 250 sequestradas, de acordo com o balanço oficial.
Por sua vez, as autoridades de Gaza, controladas pelo grupo islamita palestino, estimaram na terça-feira em mais de 51.250 o número de mortos e cerca de 117.000 feridos desde o início da ofensiva, um número que inclui cerca de 1.900 mortos e cerca de 5.000 feridos desde a retomada dos ataques das forças israelenses.
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