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MADRID 28 jun. (EUROPA PRESS) -
A Zona Verde de Bagdá, o distrito fortificado que abriga as principais embaixadas e instituições do governo do Iraque, tornou-se, desde a madrugada de hoje, palco de uma enorme operação anticorrupção que, até o momento, resultou em várias prisões, enquanto se aguarda que as autoridades divulguem uma lista completa.
Até o momento, as informações provêm de fontes de segurança que pediram anonimato e que falam de pelo menos oito prisões, entre elas um número indeterminado de deputados, contra os quais pesava um mandado de prisão relacionado a “casos de corrupção financeira e administrativa”, segundo a agência iraquiana Shafaq.
Outras fontes de segurança acrescentaram, segundo o jornal árabe “Al Sharq al Awsat”, que os mandados judiciais também dizem respeito a “líderes políticos e governamentais, responsáveis pela segurança e empresários”.
O Exército esteve envolvido nessa operação com o envio de tanques e veículos blindados que funcionaram como barricadas para fechar completamente a área diplomática ao tráfego de pedestres.
A operação teve início por ordem do novo primeiro-ministro do país, Alí Al Zaidi, que assumiu o cargo no mês passado em meio a um cenário político complexo, tanto interno quanto regional.
O Iraque é um país-chave na guerra entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, dada a enorme influência de Teerã sobre Bagdá. Os Estados Unidos exigiram do novo governo duas prioridades: limitar a influência das milícias pró-iranianas e iniciar, de uma vez por todas, uma “limpeza” contra a corrupção.
Um dos casos mais notórios e que poderia estar no epicentro dessa operação, segundo fontes da agência curdo-iraquiana Rudaw, é aquele que tem como protagonista o vice-ministro do Petróleo, Adnan al Jumaili, cuja prisão no mês passado desencadeou uma das maiores investigações anticorrupção dos últimos anos no país.
De fato, o deputado curdo Sherwan Dubardani confirmou à agência que Al Jumaili, acusado de desvio ilegal de recursos arrecadados em até quatro grandes refinarias do país e de financiamento ilegal de partidos políticos, citou dezenas de supostos envolvidos, alguns deles aliados políticos do ex-primeiro-ministro iraquiano e antecessor de Al Zaidi, Mohamad Shia al Sudani.
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