Europa Press/Contacto/Rafael Pacheco Granados
MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança da Costa Rica tiveram que evacuar nesta sexta-feira a presidente do país, Laura Fernández, após ser ouvido um forte estrondo semelhante a uma explosão durante uma visita a Crucitas de Cutris, no cantão de San Carlos, localizado na província de Alajuela.
Cerca de dez agentes da Polícia de Fronteiras, da Força Pública, da Unidade Especial de Intervenção (UEI) e da equipe de segurança presidencial acionaram o protocolo de segurança após o registro de uma suposta detonação na área, conhecida por atividades de mineração ilegal.
De acordo com as imagens divulgadas pelo jornal “La Nación”, a presidente da Costa Rica foi protegida por escoltas armados e levada para um veículo que a retirou do local do incidente, diante do espanto de jornalistas e deputados.
Pouco depois, a presidente afirmou em declarações à imprensa que se sentiu como em um filme. “Me senti como se estivesse em um filme, quando pegam a pessoa pelos cabelos, jogam no chão, montam em cima dela e a arrastam. Não liguem para a minha aparência, mas agradeço por terem zelado pela minha segurança e pela dos senhores deputados”, disse ela.
Fernández explicou que quatro pessoas precisaram receber atendimento médico devido a queda de pressão ou insolação. “Estou bem: me examinaram porque é o protocolo, mas estou muito bem, então, por favor, não se preocupem”, afirmou.
As autoridades, por enquanto, não forneceram detalhes sobre o ocorrido, embora tenham mobilizado unidades táticas para localizar os supostos responsáveis. A presidente tinha planejado realizar um percurso de cerca de sete quilômetros na região.
HOMEM É PRESO POR AMEAÇAR DE MORTE A PRESIDENTE
Um homem foi preso nesta sexta-feira na cidade de San Carlos depois que a polícia encontrou ameaças de morte contra a presidente Fernández em suas redes sociais.
As autoridades identificaram o suspeito como David Ordóñez, que teria feito um apelo para atentar contra a vida de Laura Fernández durante sua visita a Crucitas.
Não se sabe se o detido estaria envolvido na explosão que causou o alvoroço e provocou a mobilização da presidente.
OS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA E O MINISTÉRIO DO INTERIOR DA COSTA RICA SABIAM DE ANTECEDÊNCIA DA POSSIBILIDADE DE AÇÕES CONTRA O GOVERNO
O Órgão de Investigação Judicial (OIJ) confirmou nesta sexta-feira que tanto a Diretoria de Inteligência e Segurança Nacional (DIS) quanto o Ministério da Segurança Pública (MSP) sabiam de antemão da possibilidade de que fossem realizadas ações contra a presidente da Costa Rica ou seu governo durante sua visita a Crucitas, em Cutris de San Carlos.
Em um comunicado divulgado pelo OIJ e publicado pelo jornal “La Nación”, o órgão judicial indicou que, na última quinta-feira, havia recebido informações que apontavam para essas possibilidades e que, portanto, agiu de acordo com o que a investigação exigia.
Após a conclusão das operações, as informações coletadas foram repassadas à DIS e ao MSP, “uma vez que qualquer ameaça dirigida contra um funcionário do governo deve ser comunicada a essas instituições”.
“É importante ressaltar que o OIJ trata com seriedade todas as denúncias ou informações recebidas, aplicando os procedimentos e medidas cabíveis de acordo com cada caso”, afirmou a instituição, que garante que a investigação permanece em andamento.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático