Publicado 07/08/2026 11:44

Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinam acordo histórico de defesa para fortalecer sua dissuasão coletiva

O objetivo é “promover a paz, a segurança e a estabilidade na região e além dela, em busca de um futuro seguro e próspero”

Erdogan ressalta que o acordo “não é dirigido contra nenhum país”

Archivo - Arquivo - 6 de maio de 2026, Istambul, Istambul, Turquia: O presidente turco Recep Tayyip Erdo?an recebeu o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, em Ancara, na Turquia, em 6 de maio de 2026, para discutir formas
Europa Press/Contacto/Turkish presidency - Arquivo

O objetivo é “promover a paz, a segurança e a estabilidade na região e além dela, em busca de um futuro seguro e próspero”

Erdogan ressalta que o acordo “não é dirigido contra nenhum país”

MADRID, 7 ago. (EUROPA PRESS) -

A Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia assinaram nesta sexta-feira um acordo histórico de defesa conjunta na cidade saudita de Meca, com o objetivo de fortalecer sua dissuasão coletiva diante do aumento das tensões na região do Oriente Médio.

“O acordo tem como objetivo fortalecer a dissuasão coletiva contra qualquer ato de agressão e estipula que qualquer ataque armado contra qualquer um dos três Estados será considerado um ataque contra todos eles”, afirma o comunicado conjunto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita.

O pacto — assinado pelo príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salmán; pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — reflete “o compromisso comum” de “fortalecer” ainda mais a segurança coletiva, bem como de “promover a paz, a segurança e a estabilidade na região e além dela, em busca de um futuro seguro e próspero”.

Os três países destacaram que o acordo se baseia em “laços históricos” fundamentados na “irmandade e solidariedade islâmicas, ao mesmo tempo em que possuem “interesses estratégicos comuns” e já mantêm uma “estreita cooperação em matéria de defesa” que, graças a este pacto, poderá ser fortalecida em “todos os seus aspectos”.

Erdogan destacou posteriormente, em um comunicado divulgado pela Presidência turca, que o acordo, baseado na dissuasão coletiva, “contribuirá para o avanço da cooperação em matéria de segurança e defesa, para o desenvolvimento de projetos conjuntos na indústria de defesa e para a luta contra o terrorismo”.

O presidente reiterou, assim, que o pacto, fundamentado no “direito à legítima defesa” definido no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, “está aberto à participação de todos os países irmãos que buscam a paz, a prosperidade e a estabilidade de nossa região”, uma vez que “não é dirigido contra nenhum país”.

“A Turquia manterá com firmeza sua postura de princípios de resolver conflitos e crises por meio do diálogo e da diplomacia, com base no respeito ao Direito Internacional”, afirmou ele, acrescentando que espera que o acordo seja positivo para a região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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